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AMSantiago

Os presidentes dos nove municípios da ilha de Santiago foram esta sexta-feira, 6 de março, unânimes em reconhecer que Santiago encontra-se “na cauda do desenvolvimento”, razão por que apelaram ao Governo para investir mais na “ilha mãe”, sobretudo nos municípios rurais.

“Apelamos ao Governo para investir mais em Santiago, não obstante as reivindicações das outras ilhas, Santiago está a sofrer. Santiago é a ilha mãe, mas os indicadores do desenvolvimento não ajudam bastante. Portanto temos que investir mais, sobretudo nos municípios rurais”, queixou-se o presidente da Associação dos Municípios de Santiago (AMS), Clemente Garcia, que falava em nome dos demais autarcas.

Os presidentes de câmara que estiveram reunidos hoje, nos Paços do Concelho de Santa Cruz, em IX sessão ordinária da assembleia-geral, vão enviar um memorando ao Governo para que, realçaram, o Executivo possa olhar para Santiago de uma “outra forma”.

Nessa sessão da assembleia-geral da Associação dos Municípios de Santiago (AMS), estiveram ainda sobre a mesa a questão do plano de mitigação, do Aterro Sanitário de Santiago, apresentação do DBX (digital Agency) e Empresa ESRI sobre SIG (Sistema de Informação Geográfica) para os municípios de Santiago.

Relativamente ao plano de mitigação da seca e do mau ano agrícola que afecta a ilha de Santiago, sobretudo os municípios rurais, Clemente Garcia avançou que o plano já está a ser implementado em alguns municípios, e que já começou a dar respostas.

A esse propósito, indicou que na próxima semana que o mesmo [plano de mitigação] vai estar a funcionar em pleno em todos os municípios.

Ainda decorrente do mau ano agrícola, o também edil de São Domingos apontou a falta de água como outro problema, tendo avançado que vão enviar um memorando ao Governo para junto com a AdS (Águas de Santiago) possa solucionar este problema que está a afectar vários municípios de Santiago.

Sobre o aterro sanitário, Clemente Garcia informou que essa infra-estrutura já entrou em funcionamento e que os municípios, com excepção de Santa Catarina e do Tarrafal já estão a depositar lixo no seu espaço.

Segundo explicou, esses dois municípios [Santa Catarina e Tarrafal] estão a ter dificuldades, porque ainda não foi construído a central de transferência do lixo a ser erguido em Santa Catarina, que já tem o financiamento garantido faltando apenas a conclusão da compra do terreno par a sua localização.

Clemente Garcia disse acreditar que com a criação do centro de transferência do lixo que a lixeira municipal de Ribeira da Barca (Santa Catarina) e demais vão ser encerradas.

Na ocasião, Clemente Garcia informou ainda que os autarcas aproveitaram para analisarem os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) sobre mercado do trabalho, onde solidarizaram-se com os municípios de Santa Cruz e São Salvador do Mundo que apresentam a taxa mais elevada do desemprego a nível nacional.

Com Inforpress

 



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