ATR da CVA foi à Mauritânia. Boeing assegura voos domésticos a partir desta quinta-feira
Economia

ATR da CVA foi à Mauritânia. Boeing assegura voos domésticos a partir desta quinta-feira

O ATR que a Cabo Verde Airlines fretou à empresa sul-africana Global Airways e que vinha assegurando ligações interilhas desde Outubro, foi levado esta tarde à Mauritânia (aterrou às 17h28 na capital Nouakchott), supostamente, para um check aprofundado porque a equipa de manutenção da Global não obteve o visto de entrada no país, obrigando a aeronave a deslocar-se à capital mauritaniana para encontrar os técnicos. Para garantir a conectividade inter-ilhas, a CVA já incluiu o Boeing-737 CCI para efectuar as ligações domésticas a partir desta quinta-feira, 26, começando com a conexão Praia-Mindelo.

Imagens do percurso do avião da Global, obtidas por Santiago Magazine através do Flight Radar, confirmam que a aeronave, efectivamente, já não está em Cabo Verde e sim na capital mauritana. A ida do ATR MSS10 à Mauritânia, partindo na tarde desta quarta-feira do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, num voo sem passageiros, terá a ver, segundo fontes, com a necessidade de avaliar ass condições técnicas de rotina do aparelho, que desde Outubro passado está a fazer ligações inter-ilhas a serviço da CVA. O contrato ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance - ou seja, Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguros) é por conta da companhia sul-africana, daí ter de se responsabilizar por todos os aspectos ligados ao aparelho, incluindo vistoria técnica e reposição de peças, se necessário.

Para colmatar o vazio e garantir as viagens domésticas programadas, a companhia aérea cabo-verdiana, segundo as nossas fontes, já recorreu ao Boeing CCI que assegurará a conexão inter-ilhas a partir desta quinta feira e por tempo ainda indeterminado. Recorde-se que a empresa opera com mais uma aeronave estrangeira, um Embraer da Guiné Equatorial também em sistema de wet lease, e ainda com um aparelho próprio ATR adquirido dry lease em Outubro.

O segundo ATR chegado nessa altura iniciou as operações, mas desde Janeiro está estacionado no hangar do aeroporto por problemas na zona de combustível, tendo algumas das suas peças sido retiradas para a serem colocadas no ATR CCN que acusou avarias em pleno voo. Ainda não nos foi possível saber melhor junto da CVA, mas uma fonte por dentro da aviação civil cabo-verdiana contactado por Santiago Magazine entende a necessidade, mas faz notar que "meter aviões de longo curso em voos domésticos é altamente proibitivo".

"Os aviões vão para manutenções por duas razões: por hora de voo e por ciclo, que é o percurso que faz entre um aeroporto e outro. Se colocar um avião de grande porte em voos curtos, quebra o ciclo e vai para manutenção mais o que sai muito caro. Se for por hora de voo, o intervalo para manutenção é menor, logo menos despesas", explica a fonte.

(Em actualização)

Partilhe esta notícia

SOBRE O AUTOR

Hermínio Silves

Jornalista, repórter, diretor de Santiago Magazine

    Comentários

    • Este artigo ainda não tem comentário. Seja o primeiro a comentar!

    Comentar

    Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
    O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
    Inicie sessão ou registe-se para comentar.