
Em 2025, os imigrantes descontaram para a Segurança Social 4,148 mil milhões de euros e o Estado português gastou apenas 822 milhões de euros em subsídios para imigrantes, registando um lucro líquido de mais de 3,3 mil milhões de euros. No entanto, o Governo português continua a dificultar os processos de legalização e renovação de documentos, pese embora os imigrantes serem garantia de sustentabilidade da Segurança Social.
O Governo português, liderado por Luís Montenegro, continua a dificultar a legalização e renovação de documentos dos imigrantes, pese o gigantesco aumento das suas contribuições para Segurança Social.
A título de exemplo, na última década, as contribuições para a Segurança Social dos cidadãos estrangeiros residentes em Portugal aumentaram mais de 760 porcento (%), atingindo 4,148 mil milhões de euros em 2025.
A informação é do portal de notícias ECO, na sequência da nova base de dados da Segurança Social. Um valor que representa 14% do total das contribuições de trabalhadores para o sistema, um salto gigantesco face aos 3,4% registados em 2015. E, em dezembro de 2025, o número de contribuintes estrangeiros atingiu os 840 mil, equivalendo a quase 18% do total de contribuintes.
Imigrantes garantem sustentabilidade da Segurança Social
Em 2025, os imigrantes descontaram para a Segurança Social 4,148 mil milhões de euros e o Estado português gastou apenas 822 milhões de euros em subsídios para imigrantes, registando um lucro líquido de mais de 3,3 mil milhões de euros, confirmando-se que, com o envelhecimento acelerado da população portuguesa, os imigrantes estão a garantir a sustentabilidade futura da Segurança Social.
Dados estatísticos revelam que estes contribuintes são predominantemente jovens, com maior representação no grupo etário dos 20-39 anos, sendo maioritariamente originários do Brasil, Índia e Angola.
No entanto, ao invés de facilitar os processos de legalização e de renovação de títulos de residência, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), pelo contrário, aumenta as dificuldades, numa teia infindável de burocracia, não cumprindo prazos e deixando milhares de imigrantes mais de seis, ou mesmo doze meses, à espera de uma resposta das autoridades.
C/ECO
Foto: DR
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