
O Programa de Economia Circular, avaliado em 2,5 milhões de dólares e com duração de três anos, foi lançado ontem na ilha da Boa Vista, tendo por finalidade garantir um turismo sustentável no município. A implementação do programa assenta em dois pilares fundamentais: a criação de uma empresa mista, com liderança municipal e gestão privada, e a operacionalização do Pacto de Sustentabilidade do Turismo da Boa Vista, mobilizando operadores turísticos e entidades públicas.
O Programa de Economia Circular, avaliado em 2,5 milhões de dólares e com duração de três anos, foi lançado esta sexta-feira, 20, na ilha da Boa Vista, tendo por finalidade garantir um turismo sustentável no município e criando “empregos verdes” com forte envolvimento dos jovens.
Financiado pelo Fundo Conjunto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o programa tem como objetivo promover a adoção de princípios da economia circular - reduzir, reutilizar e reciclar -, sendo que a sua implementação assenta em dois pilares centrais: criação de uma empresa mista, com liderança municipal e gestão privada, responsável pela gestão da infraestrutura de resíduos; e a operacionalização do Pacto de Sustentabilidade do Turismo da Boa Vista, que visa mobilizar operadores turísticos e entidades públicas para o cumprimento de práticas ambientais responsáveis.
No entanto, o programa vai além da vertente ambiental, incorporando uma forte dimensão socioeconómica, apostando na criação de “empregos verdes”, na capacitação de profissionais do setor e no reforço da arrecadação de receitas próprias do município.
Com este programa, a Câmara Municipal ambiciona posicionar a Boa Vista enquanto referência nacional em turismo sustentável, alinhado com o crescimento económico, a proteção ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população.
Iniciativa das agências da ONU, como a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), o programa conta com parcerias do Governo de Cabo Verde e da Câmara Municipal da Boa Vista.
Economia circular é “condição estruturante” para o desenvolvimento da ilha
O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça, e a coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, convergiram na necessidade de um forte engajamento comunitário para o sucesso do novo programa.
Cláudio Mendonça considerou a economia circular uma “condição estruturante” para o desenvolvimento da Boa Vista, sublinhando que a reputação e a competitividade do destino turístico dependem de soluções modernas para o saneamento. O autarca apelou, ainda, ao envolvimento incondicional das organizações não-governamentais (ONG) e da sociedade civil, frisando que o programa terá impactos diretos na qualidade de vida dos munícipes.
Por sua vez, Patrícia Portela de Sousa reforçou esta visão, destacando que o programa pretende transformar o descarte de resíduos numa “ciranda financeira” capaz de gerar rendimento e “empregos verdes”, com foco particular na Geração Z. Para a representante das Nações Unidas, a abordagem inovadora passa por pensar o lixo antes da sua produção e proteger o ecossistema, através da reutilização inteligente de materiais.
C/Inforpress
Foto: GCI/CMBV
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