Ulisses procura associar Francisco Carvalho à extrema-direita
Política

Ulisses procura associar Francisco Carvalho à extrema-direita

Num encontro com militantes do Movimento para a Democracia em São Vicente, a propósito do 13 de Janeiro, Ulisses Correia e Silva alertou para sinais de ataque à democracia a nível mundial e dentro do País, citando como exemplo o presidente da Câmara Municipal da Praia e líder do PAICV.

Este domingo, 11, não passou despercebida intervenção do presidente do Movimento para a Democracia (MpD) num encontro com militantes a propósito do 13 de janeiro, no polivalente da Bela Vista, em São Vicente.

Ulisses Correia e Silva, citando sem o referir, mas aludindo a uma célebre frase de Winston Churchill, disse que a democracia pode ser um regime imperfeito, mas é o melhor regime político em relação a todos os outros, porque é o sistema do povo, da escolha e da liberdade.

Alertando para sinais de ataque à democracia a nível mundial e dentro do país, o presidente do MpD citou como exemplo a decisão do actual presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP) de privilegiar o feriado de 20 de Janeiro (Dia dos Heróis Nacionais) em relação ao de 13 de Janeiro (Dia da Liberdade e da Democracia).

Isto é, segundo Ulisses, os ataques à democracia promovidos pela extrema-direita (com quem o MpD, espaçadamente, tem vindo a “flertar”) em todo o mundo são comparáveis com decisões político-administrativas do presidente da Câmara Municipal da Praia.

Ulisses admite que líder do PAICV poderá ser o próximo primeiro-ministro

“Ele [Francisco Carvalho] decidiu que no dia 13 de Janeiro o comércio que está sob a dependência da CMP vai funcionar e no dia 20 estará fechado. Ele cancelou a Corrida da Liberdade, que foi instituída em 2010 [pelo próprio Ulisses] para simbolizar uma das datas mais belas do país, e criou a corrida de 20 de Janeiro”, disse Ulisses Correia e Silva.

O presidente do MpD considerou que “quem faz isso hoje, se estiver no Governo, fará pior, pior e pior à democracia. E há sinais que não enganam”, admitindo implicitamente que Francisco Carvalho poderá ser o próximo primeiro-ministro de Cabo Verde.

C/Inforpress

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