
Na abertura do debate sobre uma década da sua governação e em um exercício de autoelogio, Ulisses Correia e Silva enalteceu hoje, no parlamento, a sua própria liderança à frente do Governo. E voltou a lembrar o condicionamento das crises para justificar as promessas não cumpridas e o que poderia ter feito e não fez.
O primeiro-ministro disse esta quarta-feira, 25, no parlamento, que o país tem uma liderança que tudo fez em momentos difíceis e segue com determinação no “caminho duro do desenvolvimento”. Ulisses Correia e Silva falava na abertura do debate sobre os dez anos da sua governação, um tema agendado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
Recorrendo, de novo, ao argumento das crises, com o qual tem procurado justificar as promessas não cumpridas e o que poderia ter feito e não fez, o primeiro-ministro salientou o que considera serem ganhos da sua governação.
“Face a secas severas continuadas, protegemos os agricultores, os criadores de animais e o rendimento das famílias rurais”, disse Ulisses Correia e Silva, acrescentando que o seu executivo investiu em “opções claras” para uma maior mobilização de água através da dessalinização e da reutilização segura de águas residuais, provocando – segundo o próprio - uma “massificação da rega gota-gota” e o reforço da conexão entre água e energias renováveis.
As piores crises desde a Segunda Guerra Mundial
Para o chefe do Governo, os incentivos fiscais e financeiros aos agricultores permitiram que a área irrigada com o sistema gota-gota aumentasse significativamente, atingindo hoje 63 porcento (%), caminhando para 70%, em 2026, e com perspetiva de 100% em 2030.
“Definimos políticas e investimentos numa perspetiva de desenvolvimento do país a médio e longo prazo para ser mais resiliente e mais sustentável”, disse o primeiro-ministro.
Ulisses Correia e Silva disse, ainda, que o país enfrentou com sucesso as crises da pandemia da Covid-19, que segundo ele, foram as piores crises sanitárias, económicas e humanitárias desde a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o chefe do Governo, o país soube fazer face à pandemia, salvando vidas, além de proteger pessoas, emprego e rendimento, evitando o colapso da economia.
Ainda no setor da saúde, Ulisses Correia e Silva disse que foram construídos cinco centros de saúde, e que sete outros estão em construção para reforçar os cuidados primários, e avançando que “os hospitais centrais estão hoje melhor preparados para respostas às doenças oncológicas, à doença renal crónica que já não provoca evacuação externa”.
Para o primeiro-ministro, os serviços de imagiologia, laboratórios clínicos e unidades de cuidados intensivos, constituem hoje uma realidade no Hospital Agostinho Neto, na Praia, e, em breve, no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente.
“A saúde é mais um exemplo de um compromisso com o ciclo transformacional do desenvolvimento de Cabo Verde, numa perspetiva de médio e longo prazo e não apenas um assunto de ciclo partidário ou de ciclo eleitoral”, considerou, ainda, Ulisses Correia e Silva.
C/Inforpress
Foto: GCI/GOV
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