
O Governo promove a partir de terça-feira, 13, um programa de celebrações do 35.º aniversário do Dia da Liberdade e Democracia com a inauguração de um monumento na rotunda de Achada Grande Frente, na capital, Praia.
O monumento à Liberdade e Democracia custou 150 milhões de escudos (1,36 milhões de euros) e representa a bandeira nacional através de peças metálicas ondulantes, equipadas com iluminação especial, que se erguem a partir de um espelho de água, complementando melhorias na infraestrutura rodoviária.
A par da cerimónia, haverá atividades desportivas e espetáculos musicais, dando o mote para uma semana que inclui eventos em instituições de ensino superior e espaços culturais da capital.
“As celebrações estendem-se igualmente à diáspora cabo-verdiana, com a realização de um conjunto de atividades em Dakar, Lisboa e Brockton, nos Estados Unidos de América”, informou o Governo, em comunicado.
Aproveitando a data, a presidência da República vai também promover um conjunto de atividades sob o lema “Cabo Verde: novas vozes, novos caminhos”.
Trata-se da XV Semana da República, até dia 22 de janeiro, e pretende ser “um tributo à vitalidade da democracia cabo-verdiana e à força transformadora da juventude, no ano em que se comemoram os 35 anos da instauração da democracia representativa no país”, anunciou a presidência.
C/Lusa
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Comentários
Aguinaldo Monteiro, 12 de Jan de 2026
A inauguração do Memorial da Democracia e da Liberdade constitui um momento de elevado significado histórico e simbólico para Cabo Verde, reforçando o compromisso do País com os valores da liberdade, da participação cívica e do pluralismo político. Assinalar os 35 anos das primeiras eleições multipartidárias, ocorridas a 13 de janeiro de 1991, é reconhecer um dos marcos mais decisivos do percurso democrático cabo-verdiano, que consolidou o Estado de Direito democrático,
Aguinaldo Monteiro, 12 de Jan de 2026
A democracia e a liberdade não pertencem a um partido ou a uma geração específica; são conquistas coletivas, construídas com o contributo de muitos cabo-verdianos, dentro e fora do País. Naturalizá-las como fatores de união nacional é um sinal de maturidade política e de respeito pela trajetória comum.Aguinaldo Monteiro, 12 de Jan de 2026
Tal como o Memorial Amílcar Cabral, erguido na década de 1990, este novo monumento dialoga com outros grandes marcos da história nacional, como a proclamação da Independência Nacional em 1975, a aprovação da Constituição de 1980 e a sua revisão democrática de 1992, a consolidação das instituições republicanas, a alternância política pacífica, o reconhecimento internacional de Cabo Verde como uma das democracias mais estáveis de África.Responder
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