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lino magno

Quando pensamos no quadro natalício, vem em nossa memória histórica religiosa-clássica e contemporânea, símbolos e tipologias. Realmente, de alguma forma, o Natal histórico trás na sua inerência esses figurinos tipológicos.

A performance histórica na dimensão escriturística, representa um figurino relevante no processo da formatação teológica-antropológica da realidade etimológica do Natal. O sentido primário e fundamental do Natal, não poderá ser sucumbindo pelo resquício de fugas do exercício de marketing, promovendo interesses secundários e menos relevantes.

A roupagem simbólica, num invólucro colorido, maquiado de "papai Noel” e todo o imbróglio que vem no pacote comercial, e publicitário. O Natal comercial vem assumindo mundialmente o sentido crucial-identitário, o que desvirtua categoricamente, vendendo uma imagem frustrante do Natal. Certamente, o período do ano em que mais os comércios mundiais faturam, é na época natalícia.

O poder de compra acelera estrondosamente, os produtos promocionais se vislumbram nas montras de uma forma irresistível. Um verdadeiro frenesim nos centros urbanos, uma correria desenfreada, cada um em busca do presente a ser oferecido. Nessa onda toda de busca, a reflexão referente à figura central do Natal é apenas uma sombra. A razão Central se esconde na sua imanência ágape, clama com profundo amor ao universo humano; estende o seu aconchego afetuoso; seu abraço aos pobres e aos anónimos da sociedade.

Um Natal sem cores, sem alaridos histéricos; sem o consumismo neurótico, numa estética puramente espiritual, com cheiro de uma solidariedade envolvente. Isento das hipocrisias sociais. Um Natal que abraça genuinamente o céu, de onde emanou a luz que brilhou o universo inteiro. A luz que também precisa brilhar nos corações famintos, e alimentar almas secas. Um Natal que muda o perfil egoísta, refazendo a esperança incubada, formatando um ser que ama, que perdoa e que doa.

Comentários  

0 # Ruben 18-12-2018 19:53
Boa Noite meu Caro
Excelente reflexão! Precisamos resgatar o verdadeiro valor é sentido do Natal.
Infelizmente vê-se a instrumentalização comércios do Natal!
Meus sinceros cumprimentos!
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