
Suécia, Alemanha, Países Baixos, França, Canadá e Noruega vão ajudar a Dinamarca, num cenário de forte tensão com os Estados Unidos da América, para defender a soberania da ilha ártica de uma agressão ordenada por Donald Trump. A Suécia foi o primeiro dos vizinhos dinamarqueses a anunciar que vai enviar militares das suas forças armadas para proteger o protetorado dinamarquês.
Numa altura em que Donald Trump e a sua administração exercem forte pressão pela posse da ilha, a Dinamarca e vários dos seus aliados no Atlântico Norte vão reforçar a presença militar na Gronelândia.
O Ministério da Defesa do governo da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, após o encontro do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e do vice-presidente JD Vance com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia e da Dinamarca, anunciou que o país vai aumentar a sua presença militar no território.
“Como parte do reforço da presença no Ártico e no Atlântico Norte, as Forças Armadas irão, a partir de hoje, mobilizar recursos e unidades no âmbito de atividades de treino, o que significa que, num futuro próximo, haverá um aumento da presença militar na Gronelândia e arredores, incluindo aeronaves, navios e soldados, inclusive de aliados da NATO”, pode ler-se num comunicado publicado no site do Ministério da Defesa dinamarquês.
Trump quer tomar a ilha a bem ou a mal
O primeiro aliado e vizinho da Dinamarca, a Suécia, já anunciou que vai destacar elementos das suas forças armadas para a ilha, antevendo uma possível agressão ordenada por Donald Trump que, por várias vezes, disse querer tomar a ilha a bem ou a mal.
“Alguns oficiais das Forças Armadas suecas chegam hoje [quinta-feira, 15] à Groenlândia. Fazem parte de um grupo de vários países aliados. Juntos, prepararão os próximos passos no âmbito do exercício dinamarquês Operação Arctic Endurance. O envio de pessoal das Forças Armadas da Suécia ocorreu a pedido da Dinamarca”, anunciou no X (antigo Twitter) o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.
De acordo com o chefe do Governo sueco, também os Países Baixos (Holanda), o Canadá, a França e a Alemanha vão participar neste exercício militar.
No caso de Berlim (a capital da Alemanha), o Ministério da Defesa anunciou que vai enviar uma equipa de reconhecimento de 13 elementos das forças armadas para “apoiar a Dinamarca na garantia da segurança na região, por exemplo, no que diz respeito às capacidades de vigilância marítima”.
A Noruega também vai contribuir, mas apenas com dois responsáveis das suas forças armadas, disse à Reuters o ministro da Defesa, Tore Sandvik.
C/CNN Portugal
Foto: DR
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