
À margem de um encontro com o presidente da República, onde foi apresentar os tradicionais cumprimentos de Ano Novo, o também bispo de Santiago fez um apelo ao respeito entre os partidos políticos durante o período eleitoral. Arlindo Furtado sublinhou que, durante os períodos de campanhas e eleições, é natural que surjam algumas crispações entre os partidos, mas pediu que não haja exageros, ataques pessoais ou acusações falsas.
À saída de um encontro com o Presidente da República onde foi apresentar os cumprimentos de Ano Novo da Igreja Católica, o cardeal de Cabo Verde apelou esta segunda-feira, 12, ao respeito entre os partidos políticos durante as eleições de 2026, bem como a apresentação de projetos em benefício do país, “mas sem ter que se ofenderem mutuamente”.
Arlindo Furtado salientou que, durante os períodos de campanhas e eleições, é natural que surjam algumas crispações entre os partidos, mas pediu que não haja exageros, ataques pessoais ou acusações falsas.
“Nós gostaríamos que todos os partidos políticos não existam por si próprios, mas ao serviço de Cabo Verde, procurando ao seu estilo, segundo melhor pensam, o bem comum, e todos procurem a verdade, procurem a justiça”, disse o também bispo de Santiago, realçando a importância de que as eleições deste ano sejam conduzidas de forma respeitosa.
O cardeal esclareceu que a Igreja Católica, embora não se ocupe diretamente da administração do país, desempenha “um papel importante” na formação das pessoas, incentivando valores que contribuem para o bem comum e para a participação consciente na vida pública.
Para Arlindo Furtado é positivo que existam partidos com perspetivas, ideias e projetos diferentes, pois isso leva cada um a refletir sobre as suas propostas e apresentá-las ao povo que, “maduro e responsável”, fará a sua escolha.
“Portanto, isso nós gostaríamos que acontecesse sem que houvesse exageros que ultrapassem aquilo que seria minimamente razoável e aceitável para a nossa sociedade, que é uma sociedade de gente de bem”, disse o bispo de Santiago.
Preocupação com tendências políticas que promovem a lei do mais forte
Além do tema eleitoral, Arlindo Furtado abordou preocupações de ordem global, como a guerra na Ucrânia e em vários pontos da África, golpes de Estado e tendências políticas que promovem a lei do mais forte, alertando para os perigos desses contextos.
“Isto traz muitas preocupações a toda a gente que ama a verdade, ama a fraternidade, ama a justiça e ama a colaboração de todos para o bem comum”, sintetizou o cardeal, lembrando que pessoas são diferentes, países são diferentes, porém todos são da mesma humanidade e cada um tem algo a comunicar ao resto do mundo.
O bispo da Diocese de Santiago sustentou que cada um deve fazer a sua parte, conforme as sua competências e as suas possibilidades para o bem de todos, sublinhando que não se pode fixar apenas no bem individual, no bem limitado.
C/Inforpress
Foto:PR
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