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madona e dino

A maior Diva do Pop, que já adorava Cize, ficou seduzida com a morna Sodade na voz de Dino d’Santiago. E ele a mostrou o batuque e a levou a conhecer a discoteca B.Leza, onde cruzaria com o guineense Kimi Djakité e a luso-brasileira Blaya. Está tudo isto incluído em Madame X, o novo álbum de Madonna, a ser lançado dia 14 de Junho.

Esta é daquelas estórias de amor à primeira vista como é o caso de Madonna e a música cabo-verdiana. Desde que ouviu Cesária Évora, a Diva do Pop declarou-se apaixonada pela voz da Diva dos Pés Descalços, que acabara de ganhar um Grammy, em 2004; recentemente, assim que decidiu viver em Portugal, conheceu o cantor cabo-verdiano Dino d’Santiago e criaram uma boa amizade entre si, que haveria de ser determinante no modo como a estrela americana, de 60 anos, passaria as suas noites de lazer em Lisboa.

Daqui para a frente é uma incessante descoberta do melhor da cultura musical cabo-verdiana, numa rotina que nem Madonna estava à espera. Aconteceu! Aliás, a prestigiada revista francesa Le Point fez questão de mencionar este pormenor num artigo publicado na quarta-feira, 5, no seu site, ‘vibrando’ como as noites cabo-verdianas vivenciadas por Madonna - desde que assentou arraiais em Lisboa, para onde levou um dos filhos adoptivos a treinar no Benfica – inspirou a musa do Pop para escrever e compor as músicas que dão forma ao seu mais recente álbum, intitulado Madame X, a ser lançado no próximo dia 14 em todo o mundo.

E tudo começa no Tejo Bar, uma espécie de ‘melting pot’ da cultura musical portuguesa, africana e brasileira, segundo interpreta o Le Point, e que a própria Madonna referiu na sua página do Instagram como a sua “inspiração”. Foi aqui, neste pub, que Madonna ouviu Dino d’Santiago cantar a música ‘Sodade’ pela primeira vez na voz masculina de um cabo-verdiano poli-musical. E foi daqui, o Tejo Bar, que começaram a estar juntos com certa e mediática frequência, tendo o artista crioulo a guiado pelas ruas de Alfama e outros bairros de Lisboa, fazendo-a descobrir, por exemplo, o batuco e a famosa discoteca B.Leza, ponto de referência musical lisboeta nas noites cabo-verdianas da capital portuguesa.

madona

No B.Leza, Madonna haveria de conhecer a música do guineense Kimi Djakité e da cantora-bailarina luso-brasileira Blaya, além de fadistas e kuduristas angolanos. Dessa miscigenação cultural nasceu na mente da Madonna a ideia de incluir o hit de Djakité, ‘Ciao Bella’, e a música ‘Faz gostoso’, de Blaya, no seu álbum Madame X. E Dino, inclusive, já surgiu a cantar com Madonna num teaser de apresentação do novo trabalho discográfico da Diva do Pop, fazendo disparar a popularidade do cabo-verdiano em todo o mundo.

À revista francesa Tetu, Madonna classificou assim o cabo-verdiano: “Este álbum é uma expressão do tempo em que passei em Portugal. Espero que o meu português esteja agora bom. Tive um bom professor, Dino d’Santiago. Me ajudou bastante e me apresentou artistas fantásticos. Ele foi essencial na criação deste novo álbum”.

Ah!, outro detalhe: algumas das batucadeiras do grupo criado por Dino d’Santiago em Lisboa, vão participar da tournée de Madonna em Portugal no próximo ano, altura em que irá apresentar, ao vivo, as músicas do seu Madame X a um público também miscigenado. E os cabo-verdianos em Portugal, deverão lá estar, com certeza. Porque, ao fim e ao cabo, esta uma mútua e fina relação de amor à primeira vista só engrandece Cabo Verde!

 



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