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“Crónica das Ilhas – Ambição 2030” apresenta perspectiva de que o melhor está por vir
Cultura

“Crónica das Ilhas – Ambição 2030” apresenta perspectiva de que o melhor está por vir

O autor do audiolivro “Crónica das Ilhas – Ambição 2030”, José Luís Mascarenhas, disse hoje que este livro apresenta à sociedade uma perspectiva positivista e de esperança de que o melhor está por vir.

O autor fez estas considerações em declarações à imprensa no acto do lançamento do livro na Universidade de Santiago, em Assomada, começando por explicar a origem do livro, que segundo o mesmo, inicialmente era um projecto que não tinha como fim a edição de um audiolivro.

Conforme explicou, foi a convite da Rádio de Cabo Verde que começou a escrever crónicas, um processo que durou nove meses, onde inicialmente fez 10 crónicas, depois de alguma insistência fez uma segunda parte com mais dez e depois mais 10, totalizando assim 30 crónicas.

A ideia da edição do audiolivro surgiu de um apelo feito pelo cardeal Dom Arlindo Furtado que, segundo o autor, é um tutor para ele e este audiolivro é organizado em três partes, mediante as fases das crónicas.

A primeira foi intitulada “Desafios Globais”, em que foi buscar temas como o desafio da população e do desenvolvimento, com esse mundo globalizado, as migrações clandestinas, os grandes desafios de levar o desenvolvimento para junto das populações e não o inverso, entre outras questões e temas.

A segunda parte, denominada de “Soluções Locais” leva a uma reflexão o que Cabo Verde e os cabo-verdianos podem fazer para fazer face a esses desafios globais, ou seja, traz esse desafio da necessidade de na política existir um consenso a longo prazo, considerando que “podemos criar um consenso, dizer este é o destino, todos nós vamos para lá”, realçando que o pode diferenciar é o caminho que cada um escolhe e o povo vai votar no melhor caminho que entender.

Um outro tema que também considera “muito interessante” é o Estado amigo do mercado, realçando que apresenta formas de como fazer do Estado um amigo, em vez de ser um inimigo, em vez de haver uma desconfiança contínua entre o Estado e o cidadão. 

Já a terceira e última parte, também com 10 crónicas, “Grande Tour pelas Ilhas” fez com que o autor fizesse uma investigação sobre como é que cada ilha foi descoberta, povoada e os principais desafios nesse horizonte 2030.

“Eu começo cada crónica sempre no global e acabo no local. É um contraste entre o global e o local que nós vamos encontrar no audiolivro. E sempre com uma perspectiva positivista e de esperança de que de facto o melhor está por vir”, disse o autor.

Neste sentido, José Luís Mascarenhas considerou que este livro veio do passado, para ver como é que Cabo Verde se formou, como país e como povo e depois fez uma ponte para 2030, ou seja, qual o caminho que, na sua óptica, se deve seguir para atingir, com sucesso, a competitividade e a sustentabilidade no horizonte 2030. 

Conforme sublinhou, em algumas crónicas diz que a esperança como cabo-verdianos, “não pode ser só o bairro da boa esperança”, ressaltando que há muito mais esperança para Cabo Verde do que o bairro da boa esperança. 

Todas as crónicas estão num canal, José Luís Mascarenhas Monteiro, no Youtube, em que as pessoas podem ouvir as crónicas, ouvir de viva voz aquilo que eu disse na rádio. 

Como apresentador do livro, estiveram Dionísio Simões Pereira, Luís Rodrigues e Herménio Fernandes, com este último a considerar que as crónicas são “muito valiosas e um grande contributo para o mundo académico cabo-verdiano e não só”.

Pois, avançou que são crónicas que relatam histórias, vivências, potencialidades e falam também do presente e do futuro das ilhas.

A terceira parte que lhe coube apresentar, segundo o mesmo levou-o a fazer uma viagem pelas ilhas, uma descoberta, mas que foi mais cativado pela análise SWOT que o autor faz de todas as ilhas, onde este elenca as oportunidades, os pontos fortes, os pontos fracos e também as potencialidades que as ilhas têm.

“São crónicas que debruçam sobre uma temática muito importante para o nosso país, que é o turismo, e fala das potencialidades que todas as ilhas têm neste sector” e é neste sentido que recomenda às pessoas, sobretudo aos académicos, estudiosos e operadores, às pessoas que têm interesses no sector do turismo, a conhecerem o país, pois “o autor deixa a entender no seu livro, que Cabo Verde é um país que tem tudo para desenvolver o turismo”.

“O turismo vai ser, em Cabo Verde, nos próximos anos, o sector que irá continuar dinâmico, com um bom nível de crescimento, vamos ter muitas novidades, novos empreendimentos, novos investimentos”, considerou, realçando que isto vai impactar muito forte no crescimento económico, mas também na geração de empregos, na redução das assimetrias e na promoção e inclusão social das famílias de cabo-verdianas.

A apresentação contou com as presenças do Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e do cardeal Dom Arlindo Furtado.

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