
Arrancou ontem e prolonga-se até amanhã. A 11ª edição da Feira de Cinzas conta com a participação de 240 expositores, vindos de vários municípios da ilha de Santiago. Sob o lema “Tradison ka ta mori, sabor ka ta kaba”, a feira promovida pela CMP constitui um meio de preservação de uma tradição enraizada na cultura cabo-verdiana, garantindo continuidade pelas gerações futuras, além de representar um atrativo turístico para a capital do país, animando a economia local.
A 11.ª edição da tradicional Feira de Cinzas arrancou esta segunda-feira, 16, no largo de Sucupira, contando com a participação de mais de 240 expositores provenientes de diversos municípios da ilha de Santiago. Até amanhã pode, ainda, visitar o certame, abastecendo-se de produtos da terra que vão para além do Dia de Cinzas e trespassam a gastronomia e a dieta alimentar, independentemente da altura do ano.
Entre a valorização do trabalho dos rabidantes, homens e mulheres que encontraram na venda uma forma de levar para a frente as suas vidas, e são espinha dorsal da economia local, a feira promovida pela Câmara Municipal da Praia (CMP) visa manter a tradição, bem patente no lema deste ano - “Tradison ka ta mori, sabor ka ta kaba” -, mas, também, como instrumento de memória coletiva e de continuidade pelas gerações vindouras e, ainda, um atrativo turístico da capital do país.

Com crescente participação de rabidantes e afluência de consumidores ao longo dos anos, a Feira de Cinzas da Praia tem sido importante fator de dinamização da economia local e de valorização do setor informal.
Segundo o Serviço Público de Abastecimento do Município da Praia (SEPAMP), dos 240 expositores deste ano, 190 dedicam-se à venda de verduras, 40 comercializam pescado, três oferecem licores e seus derivados, dois dedicam-se à doçaria, outros dois ao artesanato, para além de vendedores de cuscuz e plantas ornamentais.
Em matéria de preços, parece ter decrescido a recente tendência de preços apenas para bolsos mais abonados, registando-se na feira valores mais acessíveis à maioria das bolsas.
Segundo vendedores ouvidos no local pela Inforpress, a batata-doce está a ser vendida entre 200 e 240 escudos por quilograma, o pimentão a 400 escudos, o coco entre 150 e 300 escudos, a cebola a 300 escudos, a mandioca entre 200 e 240 escudos, o tomate entre 120 e 150 escudos, o peixe seco entre 1.200 e 1.400 escudos, a cenoura a 240 escudos, o xerém a 100 escudos e a couve a 120 escudos, entre outros produtos.
C/Inforpress
Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
Inicie sessão ou registe-se para comentar.
Comentários