
Pela nação que somos, pelo que podemos ser: / Um Cabo / Verde inteiro, pronto a vencer. / Entre críticas que somam e a união que nos eleva, / que a nossa voz coletiva nunca recue nem se perca.
No dia que celebra a voz que ganhou asas,
venho de longe, nestes céus setentrionais,
trazer-te, Cabo Verde, o desejo que não cansa:
que a tua governança seja uma clara dança.
Que escolha os melhores, com destreza e saber,
não apenas em gabinetes, mas no nosso fazer.
Que inclua a sociedade, forte pilar,
como guardião do futuro a desabrochar.
Que o gol no futebol, o soco no ringue,
o lance no andebol, estejam sempre a dizer:
“Olhem! Eis o reflexo de um povo a vencer!”
Nas vitórias civis, que o país se reveja,
superando barreiras com coragem e clareza.
Mas há vozes que ecoam, que não podem calar,
declarações que não devem normalizar
o crime que assombra, a insegurança à porta,
e o trânsito das ilhas, sem bússola, errando pelas rotas.
Os preços que sobem – e culpa-se o turismo,
como se fosse esse o único empirismo.
Que as respostas aos ventos, às perguntas da imprensa,
sejam feitas com luz, com firme clareza.
Não sejamos reféns de narrativas vazias
que encobrem problemas com falsas harmonia.
Que o diálogo constrói, que o consenso avance,
no mar da democracia, que seja nossa herança.
Daqui deste Norte, onde o frio aperta,
envio o calor de quem da terra é aberta.
Que o ano presente seja de integração,
de desenvolvimento e plena união.
Pela nação que somos, pelo que podemos ser:
Um Cabo Verde inteiro, pronto a vencer.
Entre críticas que somam e a união que nos eleva,
que a nossa voz coletiva nunca recue nem se perca.
Oslo, 13 de janeiro de 2026
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