Maduro traído por membros do seu governo
Outros Mundos

Maduro traído por membros do seu governo

Uma notícia avançada pelo New York Times e citada pela SIC Notícias revela que a CIA tinha fontes no governo da Venezuela para vigiar o presidente Nicolas Maduro, sequestrado ontem numa operação militar dos Estados Unidos e levado para Nova Iorque.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, esteve a ser vigiado com a ajuda de membros do seu governo, que informaram a CIA (a agência de serviços secretos dos Estados Unidos da América), noticiou este sábado, 03, o New York Times, citado pela SIC Notícias.

Uma fonte da CIA dentro do governo venezuelano terá monitorizado todos os passos e localização de Maduro em dias anteriores à sua captura pelos EUA, avança o jornal norte-americano.

A CIA começou a recolher informações sobre o presidente venezuelano desde agosto último, junto de fontes, mas também através da utilização de drones furtivos que monitorizavam todos os movimentos de Nicolás Maduro.

No entanto, o New York Times escreveu que não é conhecido o método utilizado pela CIA para recrutar a fonte no governo venezuelano. De todo o modo, o jornal recordou que havia uma recompensa de 50 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de euros, ao câmbio atual) anunciada pela administração Trump, em troca de informações que levassem à captura do chefe de Estado da Venezuela.

Objetivo de Trump é saquear a Venezuela

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram ontem detidos em uma das residências presidenciais localizada numa base militar dos arredores de Caracas (a capital do país), decorrente da operação militar promovida pelos EUA.

O Governo venezuelano denunciou, no próprio dia, a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA irão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Trump admitiu uma segunda ofensiva contra a Venezuela se for necessário, mas, entretanto, expôs as suas verdadeiras intenções: os Estados Unidos da América vão estar “fortemente envolvidos na indústria petrolífera”, que é como quem diz: o objetivo de Trump é saquear o país.

Nicolás Maduro e sua mulher já foram transportados para Nova Iorque, onde, nos próximos dias e segundo agências internacionais, deverão comparecer num tribunal federal para responder a acusações de “narcoterrorismo”.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos EUA e saudações pela queda de Maduro, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

C/SIC Notícias

Foto: DR

Partilhe esta notícia

SOBRE O AUTOR

Redação

    Comentários

    • Fannon Bantu, 4 de Jan de 2026

      Outra tirada do Santiago Magazine que segue apoiando em fontes hegemónicas para explicar o que passou! Devemos partir do suposto que tais informações são invenções da CIA, para causar desconfiança, crispação e divisão no governo e na sociedade venezuelana. Uma táctica bem conhecida daquela agência. Pode ser facto, que houve traição, mas só as autoridades venezuelanas estão têm credibilidade e todo o interesse em saber quem foi o responsável.

      Responder


    Comentar

    Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
    O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
    Inicie sessão ou registe-se para comentar.