
O presidente da Associação para Defesa do Consumidor congratula-se com a redução dos preços da eletricidade, mas defende uma aposta maior na produção das energias renováveis. Para Nelson Faria, a ARME fez o seu trabalho com uma atualização correta, considerando fatores como os preços dos combustíveis fósseis, que é a maior fonte de produção de energia no país.
O presidente da Associação para Defesa do Consumidor (Adeco) congratulou-se esta sexta-feira, 02, com a a redução dos preços da eletricidade, mas defendeu maior aposta na produção a partir das energias renováveis.
Falando a partir da cidade do Mindelo, Nelson Faria disse ver com bons olhos a decisão da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), que aprovou uma redução generalizada das tarifas aplicadas aos consumidores finais servidos pela Empresa de Distribuição de Eletricidade de Cabo Verde (EDEC) e pela Águas e Energia da Boa Vista (AEB).
Consumidores têm sido penalizados ao longo dos anos
“É um benefício para os consumidores que, ao longo dos anos, têm sido penalizados de certa forma com a perda do poder de compra e com o aumento do custo de vida”, salientou Nelson Faria.
Para o presidente da Adeco, a ARME fez o seu trabalho com uma atualização correta, considerando fatores como os preços dos combustíveis fósseis, que é a maior fonte de produção de energia no país.
Questionado sobre a possibilidade de uma redução maior, Nelson Faria considerou que é possível, de momento que se promova um aumento de produção de eletricidade com base em fontes renováveis.
“Achamos que a aposta maior nas fontes renováveis que nós dispomos irá traduzir-se, de facto, na maior sustentabilidade do consumo de energia elétrica, quer na sua produção, quer na sua distribuição aos consumidores”, garantiu o presidente da Adeco.
Por tal, Nelson Faria sublinhou que a Adeco só vai estar satisfeita no dia em que, maioritariamente, a energia for produzida com base em fontes renováveis e se traduzir, de facto, numa redução ainda maior de preços para os consumidores.
Redução é um ganho para os consumidores
A redução da ARME aplica-se à eletricidade fornecida pela EDEC e pela AEB, com descidas que variam entre 5,84 porcento (%) e 7,89%, no caso da EDEC, e entre 0,9% e 1,24%, para a AEB, consoante o escalão tarifário.
Deste modo, os consumidores de Baixa Tensão Doméstica (BTD) da EDEC, com consumo igual ou inferior a 60 kWh por mês, passam a pagar 24,55 escudos por kWh, já com IVA incluído.
Os que ultrapassam este nível de consumo pagam 32,20 escudos. Os clientes de Baixa Tensão Especial (BTE) passam a pagar 27,90 escudos, enquanto os de Média Tensão (MT) pagam 23,09 escudos por kWh.
Já o preço para a iluminação pública, foi fixado em 24,55 escudos por kWh.
C/Inforpress
Foto: Facebook/Nelson Faria
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