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Elsa Vaz JPAI

A líder da JPAI em Ribeira Grande de Santiago, Elsa Vaz, denunciou hoje a “tentativa de intimidação política” por parte do presidente da câmara municipal local, Manuel de Pina.

Em conferência de imprensa para reagir ao recente caso entre Manuel de Pina e o vice-presidente da JPAI em Ribeira Grande de Santiago que foi parar à esquadra policial com acusações de ambas as partes, Elsa Vaz mostrou-se “preocupada” com o “grave atentado ao Estado do Direito Democrático, de condicionar a liberdade de expressão e de fiscalização da oposição democrática” naquele município.

“Denunciamos aqui, publicamente, a tentativa de intimidação política feita por parte do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Manuel de Pina, contra o vice-presidente da JPAI nesse concelho no passado sábado”, completou a líder juvenil.

Elsa Vaz acusou ainda que Manuel de Pina, acompanhado de dois agentes da polícia, deu voz de prisão a Abdulay Fonseca e levaram-no para a esquadra.

“Ficou detido na esquadra da Achada de Santo António das 23:00 de sábado às 13:00 de domingo, até que a sua advogada foi pedir Termo de Identidade e Residência” relatou a presidente da JPAI em Ribeira Grande de Santiago, para quem “tal acto configura-se claramente como uma tentativa de perseguição política para com o jovem Abdulay”.

Segundo disse, tal acto representa “um ataque vil” ao Estado de Direito Democrático, e “uma violação flagrante da liberdade de expressão”.

Mais à diante, Elsa Vaz frisou que o único crime cometido por Abdulay Fonseca foi “ser um jovem comprometido com as causas da juventude de Ribeira Grande de Santiago e ser membro da JPAI local”.

A “verdade” é, na óptica desta representante da JPAI, que a juventude de Ribeira Grande de Santiago já está “totalmente desgastada” com as promessas da edilidade, e hoje “querem expressá-la cristalinamente com vista à mudança de paradigma e criação de políticas públicas activas e que tenham o real impacto junto dos jovens do concelho”.

“Não obstante, não estranhamos esta conduta, pois tem sido recorrente em Ribeira Grande de Santiago, o recurso a intimidação, a perseguição política e a violência física por parte do edil e os seus discípulos. Condutas estas indignas de um autarca, diga-se de passagem”, completou.

Neste sentido, ressaltou Elsa Vaz que a JPAI repudia e condena “veementemente” este acto e esta “atitude de desespero” do presidente da câmara, que, conforme disse, “constitui um atentado ao exercício da oposição democrática e aos valores essenciais da jovem democracia cabo-verdiana em fase de consolidação”.

Aproveitando a ocasião, a JPAI deixou um “sério aviso” a Manuel de Pina: “A nossa luta vai continuar! Estamos firmes e serenos para o bem do futuro dos jovens do nosso concelho. Não nos vai intimidar com essas ameaças”, revelou.

Já aos jovens de Ribeira Grande de Santiago, Elsa Vaz pediu para que não se deixem intimidar por “práticas antidemocráticas e intimidatórias que envergonham os ribeiragrandenses”, que lutem por um município melhor, que reivindiquem o cumprimento das promessas eleitorais.

“Vamos continuar atentos e sempre na defesa dos interesses da colectividade, subscrevendo tudo o que é bom para o município e apresentando propostas alternativas para tudo o que precisa ser corrigido e melhorado”, avisou.

Elsa Vaz reafirmou o “apoio incondicional” ao Abdulay Fonseca e pediu aos agentes da autoridade policial “uma actuação dentro da legalidade”.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # LIDIA BRITO 15-08-2019 12:58
Prezada Elsa Vaz, não é nehuma tentativa de intimidação política. É um atentado grave a um Estado de Direito, à Justiça e à Democracia Caboverdiana. Não disse o Manuel de Pina “O procurador que mandou soltar Abdulay Fonseca, dentro do período normal do processo, fez um mau serviço à Justiça cabo-verdiana". O QUE RESPONDE A MINISTRA DA JUSTIÇA???? VAI ELA DEIXAR QUE O PROCURADOR SEJA DESRESPEITADO PELO PRESIDENTE DA CMRGS??? O Manel da Pina não foi xingado e chamado de vários nomes publicamente durante a manifestação na Cidade Velha, porquê não chamou as forças armadas? O PM não foi xingado e chamado de vários nomes publicamente durante o show do KASSAV no Estado da Varzea e em São Vicente? Quantas vezes políticos foram xingado e chamado de vários nomes publicamente em Cabo Verde sem que nada acontece. UMA REALIDADE: QUANDO UM CIDADÃO DE SANTIAGO É MALTRADO, E SOFRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO POLITICIA, ÉCONÓMICA, SOCIAL, SÃO COISAS MAIS NORMAIS E PACÍFICAS QUE ACONTECEM. No entanto nos momentos de votos, toda gente vem na Santiago com sorrisos e promessas falsos e se necessário com sacos de cimentos e arroz...
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