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O Presidente da República de Cabo Verde desafiou esta segunda-feira, 10 de junho, Portugal a abolir os vistos para os cabo-verdianos e pediu apoio para a comunidade residente em São Tomé e Príncipe e que está vive numa situação “muito difícil”.

Durante o discurso oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que decorrem na Escola Portuguesa de Cabo Verde (EPCV), na cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca sublinhou a excelência das relações entre os dois países.

Perante uma audiência de largas dezenas de portugueses e cabo-verdianos, o chefe de Estado de Cabo Verde recordou que recentemente foi abordado por um jornalista português que, perante os adjetivos que usou para caracterizar a relação entre os dois países, tentou saber o que poderia ser uma mais-valia para essa ligação.

O chefe de Estado cabo-verdiano acabou por concordar e destacou a aposta de Cabo Verde – que atualmente tem a presidência rotativa da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) – na mobilidade entre os países lusófonos.

“Para nós, e sempre o disse antes de ser Presidente da República, a CPLP nunca será uma comunidade de povos e cidadãos se não houver a possibilidade de circulação destes povos sem a necessidade dos vistos”, adiantou.

Jorge Carlos Fonseca adiantou que “Portugal está tão apostado” como Cabo Verde nesta mobilidade.

E partilhou com a audiência o que disse ao jornalista que o interpelou: "Se Cabo Verde aboliu os vistos para os cidadãos da União Europeia, porque não um acordo entre Portugal e Cabo Verde?”.

“Sabemos que não é fácil. Sabemos que a proposta portuguesa resulta de uma ginástica legal, mas convencional, por pertencer à União Europeia. Mas sabemos que, com vontade política, criatividade e imaginação sempre podemos chegar às soluções que correspondem aos nossos anseios”, prosseguiu.

Outra medida que, na opinião de Jorge Carlos Fonseca, poderia aproximar ainda mais os dois povos seria um acordo para Portugal e Cabo Verde, juntamente com São Tomé e Príncipe, arranjarem “uma solução para a dolorosa situação para muitos cabo-verdianos que foram para São Tomé e Príncipe nos anos 1960 e se encontram numa situação social muito difícil”.

O chefe de Estado cabo-verdiano, que participou nas comemorações do 10 de Junho em Portalegre, disse que a escolha de Cabo Verde para parte das comemorações do 10 de Junho “traduz um relacionamento entre dois países, entre dois Estados, mas sobretudo entre dois povos, que é particular, é especial”.

“É como se nós partilhássemos os nossos percursos, os nossos valores e quiçá as nossas almas”, adiantou.

Jorge Carlos Fonseca confessou ainda que viveu uma grande sensação ao assistir um pelotão das Forças Armadas cabo-verdianas a desfilar juntamente com as Forças Armadas portuguesas em Portalegre, nas cerimónias oficiais do 10 de Junho.

As cerimónias do Dia de Portugal prosseguem na terça-feira no Mindelo, ilha de São Vicente.

Com Lusa



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Comentários  

-1 # jorge 11-06-2019 09:06
Na última vez que ele esteve em Mindelo por volta de 11 horas da manha, passeava a pé por ruas de Mindelo. Ele foi a um buteku que fica em frente ao mercado de peixe. Local muitu frequentado por pessoas com dependencia de alcool. E ai estava Presidente de Portugal com Presidente de Cabo Verde a beberem mini Sagres. Dias depois Presidente de Cabo Verde era visto a falar do "famoso" menos Alcool mais vida ... E assim anda o mundo !
Dois populistas juntos. Os maiores populistas de Cabo Verde e Portugal juntos. Coisa boa não sairá de certeza. O interessante é que tanto eses Marcelo como Jorge são os primeiros que tem a palavra populista para colar em qualquer pessoa que lhes criticam.
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0 # Gaiato 11-06-2019 08:25
Nhos manxi nhos kumi, nhos bebi i nhos parodia. Dinheru paradu.
Nu xinta nu spera abulison di visto.
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