
Um projeto de lei do PAICV para a criação da Ordem Cabo-verdiana dos Economistas foi ontem chumbado no parlamento, com 29 votos contra do MpD e 25 a favor, sendo 23 do autor da proposta e dois da UCID. O deputado Orlando Dias absteve-se e lamentou o voto contra dos seus colegas do grupo parlamentar ventoinha.
O projeto lei do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), para a criação da Ordem Cabo-verdiana dos Economistas, foi hoje esta sexta-feira, 23, chumbado no parlamento, com 29 votos contra do Movimento para a Democracia (MpD) e 25 a favor, sendo 23 do autor da proposta e dois da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).
No grupo parlamentar do MpD, a exceção foi o deputado Orlando Dias, que se absteve e, na sua declaração de voto, lamentou que os seus colegas de bancada tivessem votado contra o projeto lei do principal partido da oposição, até porque – sublinhou - ao longo da apresentação da proposta nada previa tal desfecho.
O deputado destacou que, momentos antes, a própria bancada do PAICV havia votado favoravelmente uma proposta de lei do Governo que cria a Ordem dos Economistas e Gestores de Cabo Verde.
Orlando Dias pediu, ainda, “moderação” aos parlamentares, afirmando que tem de “haver consensos em muitas matérias para que o país possa avançar”.
Ordens profissionais “não têm que estar ligadas a partidos”
Por sua vez, o líder da bancada do PAICV, na sua declaração de voto, defendeu que se devia permitir trabalhar posicionamentos diferentes, com vista a se criar uma ordem profissional que não tivesse nenhum tipo de “problemas políticos”.
“As ordens [profissionais] não têm que estar ligadas a partidos políticos”, disse Clóvis Silva, adiantando ter ficado claro que é o Governo que vai criar a Ordem dos Economistas e Gestores de Cabo Verde (OEGCV).
Em causa “o método e a intenção”
Por sua vez, em nome do grupo parlamentar do MpD, Filomena Gonçalves justificou o chumbo do projeto de lei apresentado pelo PAICV, indicando que o que está em causa é “o método e a intenção” dos deputados tambarina.
“A oposição optou por avançar e manter um texto paralelo como expediente dilatório, procurando arrastar e bloquear uma solução que o país precisa”, declarou a porta-voz da bancada ventoinha.
C/Inforpress
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