Davos: Trump em “guerra” com o mundo, incluindo aliados dos EUA
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Davos: Trump em “guerra” com o mundo, incluindo aliados dos EUA

O presidente dos Estados Unidos da América usou o palco do Fórum Económico Mundial, na Suíça, para atacar a ONU, cobrar fidelidade a aliados e glorificar poder dos EUA. Donald Trump, numa das partes mais polémicas da sua intervenção, disse que, após o sequestro de Nicolás Maduro, a Casa Branca mantém “ótimas relações” com os novos líderes do país.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, fez esta quinta-feira, 22, um discurso marcado pelos ataques virulentos a organizações internacionais, não se inibindo de pressionar aliados militares e, ainda, declarações polémicas sobre a Venezuela e comentários informais sobre líderes mundiais.

As declarações do inquilino da Casa Branca aconteceram durante o lançamento do chamado Conselho da Paz (Board of Peace), no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, servindo como pano de fundo para uma longa exposição da sua visão sobre a ordem internacional e o papel do seu país no cenário mundial.

Trump seguiu o guião dos posicionamentos da Casa Branca, desde que regressou ao poder em janeiro de 2025, afirmando que os EUA têm atuado de forma decisiva para encerrar conflitos sem depender da ONU, cobrou maior compromisso financeiro dos aliados da NATO, glorificou o protagonismo norte-americano no setor energético e fez afirmações controversas sobre mudanças políticas na Venezuela. E, para amaciar o clima pesado, em tom mais descontraído, comentou sua relação pessoal com outros chefes de Estado presentes no fórum.

Donald Trump aproveitou ainda o palco de Davos para fazer a apresentação oficial do seu chamado “Conselho da Paz”, desta feita num auditório secundário e com presença reduzida, em contraste com o espaço em que fez o seu discurso no dia anterior.

Pressões sobre aliados históricos da NATO

O presidente norte-americano voltou a pressionar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) sobre gastos militares. Segundo Trump, quase todos os países-membros se comprometeram a elevar as despesas com defesa para 5 porcento (%) do PIB (Produto Interno Bruto).

A exceção às imposições da Casa Branca, ainda segundo o presidente norte-americano, seria a Espanha, alvo de críticas diretas durante o discurso. Trump disse que o país ibérico estaria procurando “pegar boleia” nos esforços dos demais aliados e avançou que pretende tratar do tema diretamente com o governo de Madrid (a capital espanhola).

Declarações polémicas sobre a Venezuela e o petróleo

Num dos trechos mais polémicos do seu discurso, Donald Trump afirmou que, após o sequestro de Nicolás Maduro, Washington mantém “ótimas relações” com os novos líderes da Venezuela e que empresas petrolíferas norte-americanas estariam retomando operações em território venezuelano, mencionando a retirada de milhões de barris de petróleo, sendo que uma parte da produção alegadamente beneficiará a economia do país.

“Tu cá, tu lá” com líderes mundiais

Encerrando o discurso em tom mais informal e para aliviar o pesado ambiente da sala, Trump comentou sua relação pessoal com os líderes mundiais presentes no fórum, alegando que, ao contrário do habitual, gostava de todos os integrantes do fórum.

C/Rede 98
Foto: The White House

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Redação

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