A Nova Política Americana e o Futuro de África: Um Chamamento à Autonomia
Ponto de Vista

A Nova Política Americana e o Futuro de África: Um Chamamento à Autonomia

O futuro de África não pode continuar a ser decidido apenas em Washington, Pequim ou Bruxelas. Deve ser decidido em África, nas suas capitais, nas suas comunidades, nas suas universidades, nas suas startups, na sua juventude. A nova política americana não fecha portas. Ela apenas lembra uma verdade antiga: ninguém constrói o nosso destino por nós. Um continente rico só se torna verdadeiramente poderoso quando aprende a ser autossustentável, confiante e dono do seu caminho.

A nova política americana em relação ao mundo, mais pragmática, mais seletiva e centrada mais nos seus próprios interesses, não é uma ameaça para África. É um sinal. E, mais do que isso, um chamamento histórico.

Durante décadas, África olhou excessivamente para fora à espera de soluções, financiamento, validação e agendas definidas por outros. Esse tempo está a terminar. O mundo está a fechar-se para dentro, e África é chamada, finalmente, a olhar para si própria.

Este novo contexto internacional obriga o continente a fazer uma escolha clara: continuar dependente ou assumir o seu destino. A resposta não pode ser o medo, mas a maturidade política e estratégica. África não é pobre. África é rica em recursos, juventude, território, cultura, criatividade e futuro. O que faltou até agora foi visão comum, governação eficaz e coragem de romper com modelos importados que não servem a sua realidade.

Criar soluções africanas para problemas africanos deixou de ser um slogan, tornou-se uma necessidade vital. Significa industrializar localmente, integrar mercados regionais, investir em ciência, tecnologia e educação, fortalecer instituições e confiar na inteligência do seu próprio povo.

O futuro de África não pode continuar a ser decidido apenas em Washington, Pequim ou Bruxelas. Deve ser decidido em África, nas suas capitais, nas suas comunidades, nas suas universidades, nas suas startups, na sua juventude.

A nova política americana não fecha portas. Ela apenas lembra uma verdade antiga: ninguém constrói o nosso destino por nós. Um continente rico só se torna verdadeiramente poderoso quando aprende a ser autossustentável, confiante e dono do seu caminho.

O tempo de esperar passou.

O tempo de construir é agora.

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