
A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) vai entregar hoje, pela primeira vez, o Prémio Amílcar Cabral, distinguindo o economista guineense Carlos Lopes, anunciou a instituição.
“A distinção reconhece o notável contributo intelectual de Carlos Lopes, bem como a relevância do seu pensamento crítico na promoção da consciência emancipatória das sociedades do Sul Global”, justificou a UniCv.
Numa publicação na Internet, o economista guineense, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), disse estar “emocionado por ter sido escolhido como primeiro laureado”.
A par da cerimónia, Carlos Lopes vai ser orador numa conferência intitulada “África e o Fim das Certezas Multilaterais”.
Em entrevista à Lusa, em setembro, o economista considerou que Cabo Verde foi o país que teve uma trajetória de crescimento pós-independência "mais consistente", conseguindo ser um país reformista e não dependente de rendas, entre as ex-colónias portuguesas.
Criado pela Universidade de Cabo Verde, o Prémio Amílcar Cabral destina-se a distinguir “personalidades e instituições cuja ação académica, científica, cultural ou política se revele excecional na promoção de valores universais como a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a dignidade humana”.
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