Coordenador em Órgãos denuncia que CSU está a ser “instrumentalizado” pelo MpD
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Coordenador em Órgãos denuncia que CSU está a ser “instrumentalizado” pelo MpD

Edson Andrade não poupa nas palavras. O Coordenador do Cadastro Social Único em São Lourenço dos Órgãos, não tem dúvidas: “Há indícios claros de que o CSU está a ser indevidamente instrumentalizado” pelo MpD, configurando “pressão política, suborno e tentativa de compra de votos junto das camadas mais vulneráveis da população”.

Coordenador do Cadastro Social Único (CSU) em São Lourenço dos Órgãos, Edson Andrade publicou uma “nota de esclarecimento”, em uma rede social, onde faz acusações muito graves à conduta do Movimento para a Democracia (MpD) naquele município do interior de Santiago.

Exercendo as funções de coordenador desde outubro de 2025, Andrade começa por dizer que aceitou o convite “com muita cautela”, procurando exercer a sua atividade “com a maior seriedade, sempre com a ideia de servir a população” laurentina.

Pressão política, suborno e tentativa de compra de votos

“O que está a acontecer em São Lourenço dos Órgãos é grave, revoltante e politicamente irresponsável”, diz Edson Andrade, denunciando haver “indícios claros” de que o CSU “está a ser indevidamente instrumentalizado” pelo MpD local, “com práticas que configuram pressão política, suborno e tentativa de compra de votos junto das camadas mais vulneráveis da população”, sublinha o coordenador.

Edson Andrade mostra-se convicto de que o partido de Ulisses Correia e Silva “por orientação de superior, inclusive de certa eleita a posto nacional”, e outros elementos do MpD (nomeadamente ex-autarcas) “andam com agentes nas comunidades a fazer recolhas do CSU e cópia de documentos para ‘dar ajudas’ a pessoas muito bem identificadas pelas suas cores” partidárias.

O coordenador do CSU em São Lourenço dos Órgãos, ao mesmo tempo que acusa responsáveis do MpD de andarem a ter estes comportamentos nas costas da autarquia local, considera que “usar a miséria das famílias como ferramenta eleitoral é um ato moralmente condenável e um ataque direto à democracia”, e que “quem faz isso é uma pessoa vil e sem caráter”, sublinha Andrade.

Manobras sujas para manchar o bom nome Câmara Municipal

“Essas manobras sujas tentam manchar o bom nome da Câmara Municipal e atingir o coordenador local do CSU, um técnico que sempre desempenhou as suas funções com rigor, transparência e respeito pela lei”, diz ainda Edson Andrade, deixando claro que “o CSU não é propriedade de nenhum partido”, que os apoios sociais não se “negociam por votos” e que a dignidade das pessoas “não pode ser explorada para ganhos políticos”.

O coordenador local do CSU defende que “programas de ajudas sociais do Ministério da Família, quando direcionadas aos municípios, deveriam ser executadas em parceria com a governação local”, associações comunitárias ou mesmo as igrejas, considerando que uma “eleita nacional e ex-eleitos municipais” deveriam “ser mais sérios nas suas formas de angariar votos”, sublinha Edson Andrade.

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