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Por: Fidel Cardoso de Pina

Fidel 

Assinala-se hoje, 5 de dezembro, mais um dia para homenagear os voluntários que contribuem para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. O lema este ano é “VOLUNTÁRIO PARA UM FUTURO INCLUSIVO”.

Organizações promotoras de voluntariado e governos de diversas partes do mundo hoje enaltecem o contributo do voluntariado em diversas áreas onde as entidades públicas têm pouca intervenção, reforçando o papel do Estado e ONG através da cidadania ativa.

Desta forma, o voluntariado contribui enormemente para o PIB, criando riqueza e valor, económico, espiritual e, sobretudo, formando cidadãos colaborativos.

Em Cabo Verde, milhares são as pessoas que contribuem abnegadamente para melhorar os serviços prestados, apoiando a terceira idade, reforçando os cuidados a crianças vulneráveis, protegendo o ambiente, promovendo o desporto, reabilitando escolas, estabelecendo pontes nos bairros onde a inclusão tarda em chegar, fazendo da cultura um fator de coesão e levando abraços, carinho e atenção a pessoas que vão ficando esquecidas nas esquinas.

E, qual tem sido o papel do Estado na promoção da cidadania, via voluntariado?

Parece-nos que a tendência tem sido negativa. As opções do Governo são reveladoras:

- Em 2016 extinguiu o Corpo Nacional de Voluntários, entidade que promovia o voluntariado, prestava apoio às entidades promotoras, capacitava voluntários e desenvolvia inúmeras atividades em diversas áreas

- Extinguiu todas as agências regionais de voluntariado que funcionavam em Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Santiago Norte e Fogo

- Os incentivos previstos em lei para estimular o voluntariado, prestes a serem implementados, deixaram de existir

- As parcerias estabelecidas com as entidades de referência na ação social foram desfeitas

- Projetos de voluntariado deixaram de ser financiados

- Deixou-se de falar do voluntariado no país, tanto que, hoje não se conhece nenhuma atividades para chamar atenção para a data

O mundo inteiro a valorizar experiências no domínio do voluntariado e Cabo Verde a deitar por terra um trabalho de mais de 10 anos na estruturação de um setor vital para termos jovens engajados, comprometidos, com sentido de missão e cidadãos prontos para tornar Cabo Verde um país onde a solidariedade é base para inclusão.



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