Eleições’2026: Cabo Verde vai a votos a 17 de Maio e 15 de Novembro

Em comunicação ao país, o presidente da República anunciou, após reunião do Conselho da República, as datas para o próximo ciclo eleitoral: legislativas a 17 de maio e presidenciais a 15 de novembro. No respeitante às eleições legislativas, José Maria Neves sublinhou que “a Assembleia Nacional foi constituída a 19 de maio e as eleições nos termos da Constituição e da Lei Eleitoral devem acontecer entre 19 de abril a 19 de junho”, alegando ter cumprido com o imperativo constitucional.

PAICV quer eleições em abril para Governo ter “menos chance de estragar o país”

À saída de um encontro com o presidente da República, Francisco Carvalho anunciou que o seu partido propôs a data de 19 de abril para a realização das eleições legislativas. "Defendemos que, quanto menos tempo o Governo estiver a governar, menos chance tem de estragar o país”, disse o líder do maior partido da oposição.

O custo da encenação

Quem critica não odeia Cabo Verde. Quem questiona não é inimigo da Liberdade. Pelo contrário: só numa sociedade livre é possível discordar sem ser rotulado. Só numa democracia saudável se aceita que o amor ao país também se manifeste em perguntas incómodas. A Liberdade não precisa de monumentos caros para existir. Precisa de instituições sólidas, prioridades claras e respeito pela inteligência dos cidadãos. Tudo o resto é encenação e basofaria.

"Constituição e Direitos de Participação" foi tema de Aula Magna do PR no Mindelo

Em diálogo com os alunos da Escola Secundária Ludgero Lima, na cidade do Mindelo, José Maria Neve abordou, na tarde de ontem, as diversas formas de participação cidadã à luz da Constituição da República. Alunos e professores aproveitaram a ocasião para interpelar o Chefe de Estado acerca de vários dispositivos constitucionais.

13 de Janeiro: Entre a urgência de imparcialidade das instituições e o discurso maniqueísta

A sessão solene do Dia da Liberdade e da Democracia, realizada na Assembleia Nacional, foi marcada pela exigência de imparcialidade das instituições, mas também da consideração de que democracia não rima com pobreza, por um lado, com a visão maniqueísta sobre o “bem e o mal”, transformando a solenidade num ato prévio da campanha que se avizinha e apoucando a efeméride que dizem defender.

O pirata de Washington e os democratas de pechisbeque

Os democratas de pechisbeque que, agora, bajulam Trump, são os mesmo que, até novembro do passado ano, idolatravam o ditador guineense Umaro Sissoco Embaló, que com eles sempre foi muito generoso e até lhes financiava as campanhas eleitorais com dinheiro sujo. E a grande polémica nacional em torno do faraónico monumento à liberdade e democracia, não é uma questão estética nem orçamental, embora 150 milhões de escudos num país cheio de carências e onde o Governo está em falta, por exemplo, com as promessas feitas a Santiago Norte por razão das recentes intempéries, possa ser...

História da Democracia e de separação dos poderes: lições de filosofia política

A democracia exige compromisso. Grupos com diferentes interesses e opiniões devem estar dispostos a sentar-se uns com os outros e negociar. Todo mundo que está disposto a participar de forma pacífica e respeitar os direitos dos outros, deve ter alguma palavra a dizer na forma como o país é governado, pior é quando o governo é despótico e acha que ele nunca engana. Na democracia o adversário político não é inimigo. A possibilidade da alternância política é sal da democracia. O dissenso na democracia deve ser encarado como algo normal e salutar nas democracias modernas.