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Por: Carlos Fortes Lopes

Carlos F. Lopes

Na sequência dos vários artigos sobre este tema de interesse nacional, voltamos a tentar cativar a sensibilidade governamental na excepcional importância da indústria Agro-pecuária e Agro-ambiental.

O êxodo rural é um dos maiores problemas sociais, ambientais e econômicos do nosso país. E, é com esta visão progressiva que continuo a martelar sobre a necessidade de se iniciar medidas agro-ambientais que visam responder à necessidade das populações.

Há que criar condições de sobrevivência nas zonas rurais para que se contenha o êxodo rural.

Nas ilhas dependentes da agro-pecuária a situação está tornando-se numa situação devastadora, socialmente. Muita miséria e destruição da juventude abandonada pela governação do país. As condições hídricas, nessas ilhas como a de São Nicolau, Santo Antão, Fogo, Brava e Maio ja tornou insuportável e preocupante.

O Governo, é constitucionalmente obrigado a encontrar solução para essas crises hídricas, em todas as ilhas do arquipélago.

Há que criar condições propícias para a exploração da indústria agro-pecuária e piscatória em todas as ilhas do arquipélago, para que o bem-estar populacional seja uma realidade.

Algumas ilhas e ou regiões continuam abandonadas pelo sistema e há que procurar formas de auto-sustento para todas as populações nas ilhas.

Uma das muitas medidas a serem implementadas pode passar por uma especial cooperação com a União Europeia, mais concretamente Holanda.

Na Europa e na península árabe alguns países vítimas das secas têm conseguido solucionar a crise. Resta aproximar deles, com projectos concretos, a serem executadas pelos seus profissionais, e teremos um país diferente e auto-sustentável. O Governo de Cabo Verde precisa de apoios técnicos e financeiros para resolver esses problemas sociais e devem arrepiar caminho nesses esbanjamentos institucionais constantes. Para evitar a propagação dos famosos “Desvios” sugiro que seja solicitado apoios técnicos e financeiros, geridos pelos financiadores, a fim de se conseguir projectos estáveis e produtivos. Apoios pontuais, para a solução da nossa crise agro-pecuária e agro-ambiental.

O Governo de Cabo Verde tem também outras prerrogativas de negociação com o Japão e a China (ambos exploradores da indústria pesqueira nacional).

O Brasil e o Israel são dois países amigos com muita experiência nessa área. Há que encontrar formas de reverter essa tendência de abandono de solos e, passar a encorajar o uso sustentáveis dos mesmos.

No caso do nosso país, como noutros da região do Sahel, os efeitos do abandono rural têm vindo a causar algum transtorno no ordenamento do território, o que por sua vez cria problemas no sistema de saneamento.

O êxodo rural, a procura de condições de sobrevivência das famílias agricultoras está causando o caos urbanístico nas periferias das cidades, o que por sua vez aumenta o stress da urbanização nas cidades.

A ausência das chuvas, falta de água para a irrigação, o consequente declínio da cobertura vegetal e o aumento da erosão e falta de apoio institucional no controlo da regeneração dos solos é um problema que não pode ser ignorado pelas governações centrais e ou municipais.

O Governo tem que ser capaz de encontrar medidas, imediatas, para promover as indústrias rurais agro-ambientais, de forma a criar condições propícias para o desenvolvimento local e pastagens agrícolas.

A exploração agrícola nas ilhas está aquém das suas capacidades e o Governo tem que começar a dividir o bolo nacional, de forma a abranger a toda a população nacional.

Há que conter os gastos supérfluos, para que o orçamento anual do Estado de Cabo Verde chegue às populações carentes e desprotegidas.

O grau de cobertura vegetal ou de cultivo nos solos nas ilhas está aquém das nossas possibilidades nacionais, porque os governantes não têm sensibilidade nenhuma para o sofrimento do Povo.

O Orçamento está virado para o bem-estar dos políticos e enriquecimento de alguns amigos camaradas da elite política.

Existem possibilidades várias de negociação de cooperação técnica/material e humana para se construir dissalinizadoras e ou furos que colmatarão a crise hídrica nacional.

A erosão e perda significativa de solos torna tudo mais difícil, com o andar dos tempos.

Os nossos solos abandonados, por falta de chuva, estão ainda suficientemente férteis para serem recuperados, desde que o Governo for capaz de negociar cooperações onde os cooperantes serão os responsáveis para a execução das obras, como fazem os Chineses, quando executam obras no nosso país.

As insuficiências Agro-pecuárias e ambientais nas ilhas estão tornando insuportáveis.

A Voz do Povo Sofredor

 

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