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 Chando várias dias

Acontece este sábado, 24, em Assomada (espaço Poial), no dia 30 na Casa Cultural Katchás, em Santa Cruz, e nesse mesmo dia, à noite, actuará no restaurante Gamboa, um show mais intimista, ainda assim carregado de ritmo e dança da dupla mais famosa do funaná tradicional em Cabo Verde. Badju de gaita e ferro no Quintal da Música, no dia 31, encerra a mini-tourné.

São unha e carne. Letra e melodia. Voz e gaita. Bitori Nha Bibinha e Chando Graciosa formaram nos idos anos 1990, a dupla mais bem conseguida do funaná tradicional, com sucessos repercutidos no mundo inteiro. “Bitori nha Bibinha, la di Txadinha, ta txora pobreza, ai pobreza...”, a canção de estreia da dupla e que os levou ao estrelato, ainda permanece fresca na memória, passados 24 anos. Os êxitos musicais destas duas lendas do new funaná tradicional (gaita, ferro, guitarra e voz) são, enfim, indesmentíveis. Porque marcantes, revolucionários e, talvez por isso, perenes.

Depois de vários anos fora dos estúdios e dos palcos nacionais, Chando Graciosa, o exímio músico tarrafalense, 54 anos, e Bitori nha Bibinha, 81, o rei do acórdeão (gaita), resolveram se reunir de novo para brindar os santiaguenses com uma mini-tour pela ilha de Santiago a relembrar os seus maiores êxitos. É uma espécie de regresso aos tempos áureos do funaná, daí o nome “lembra tempu” atribuído a esta iniciativa saída da mente de Chando Graciosa.

Chando 24

“Queremos renascer para o funaná, trazendo aos dias de hoje toda a genuinidade deste estilo musical, que é melhor que Cabo verde tem. Funaná é festa, é amor”, comenta, para o Santiago Magazine, Chando Graciosa, que diz contar com o apoio em massa dos seus fãs (dele e de Bitori nha Bibinha, seu parceiro e amigo) nos shows que tem programado.

Os concertos estão agendados para a noite deste sábado, 24, no espaço Poial, em Assomada, e no dia 31, no Quintal da Música., também depois das 21 horas. No sábado, 30, mas a partir das 15 horas, as duas lendas do funaná nacional estarão em Pedra Badejo, no espaço Cultural Katchás, a promover uma exposição-palestra sobre o funaná. Haverá música, pois claro, mas também, conversas sobre a origem deste género musical, os grandes nomes que eternizaram o funaná e mostras de fotos e videos do melhor que já se fez para valorizar a cultura santiaguense e, em particular, o funaná.

Um estilo musical que, no entender de Chando Graciosa, o promotor deste evento, foi e é “um dos maiores cartões postais de Cabo Verde, tendo representado o país em várias partes do mundo”.

No dia 30 de Agosto, Chando actuará no restaurante Gamboa, num concerto mais intimista, como o artista faz questão de sublinhar, pois irá cantar, além de funaná (acompanhado, obviamente, de Bitori nha Bibinha), outros géneros musicais de Cabo Verde como morna, coladeira e batuco. “Vão presenciar ali o Chando Graciosa que não é só funaná”, promete o artista, já há muitos anos a residir na Holanda.

Chando 31

Tudo isso, realça Chando, tem como pano de fundo “reavivar o funaná original e homenagear este ilustre senhor da gaita e do funaná que é Bitori nha Bibinha, neste momento o único tocador de gaita tradicional da velha guarda ainda vivo. Codé di Dona, Sema Lopi e outros tantos morreram, ficou só o Bitori, portanto é justo esta homenagem”.

Razões de sobra não faltam para quem quiser assistir a estes concertos e relembrar os grandes êxitos da dupla que melhor interpretou o funaná mais genuíno de Cabo Verde. Os bilhetes podem ser adquiridos antecipadamente (contactar os espaços de concerto) ou mesmo à porta. Se não for, vai perder de certeza.



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Comentários  

0 # Siordumundo 23-08-2019 09:16
Nha nome bai... Kela perdel e sima perde azágua kkkkk
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