...os números absolutos e relativos mostram uma queda impressionante no número de eleitores que votaram nos ventoinhas em 2016 para aqueles que tencionam votar nesse partido em 2026; a queda de confiança no Primeiro Ministro é a mais elevada da série histórica e um número cada vez mais elevado de eleitores (65%) considera que o Governo está no caminho errado. O Governo escalou o elemento com mais baixo índice de confiança, o PM, para seu novo garoto-propaganda, o mesmo que conduziu o seu partido para o maior desastre eleitoral municipal de sempre, em 2024!
O Governo perante uma crise simultânea de alta de inflação, desemprego e baixo crescimento na perspectiva dos cidadãos e expressa nos diferentes estudos de opinião do afrobarometer e INE (2022 e 2024) resolve tomar medidas político-eleitorais, tais como, remodelação governamental e aprovação de planos de cargos, funções e remunerações (PCFRs) nas vésperas das eleições como medidas cosméticas para tentar contornar os verdadeiros e crônicos problemas económicos, sociais e políticos colocados.
1. Os eleitores nos últimos levantamentos do afrobarometer apontaram a inflação (93%) e o desemprego (88%) como principais problemas que os aflingiam e que os levaram a avaliar negativamente o Governo perante a sua incapacidade de combater tais problemas (https://santiagomagazine.cv/ponto-de-vista/estado-catastrofico-da-nacao-1).
2. Em agosto de 2024, era previsível um resultado eleitoral muito negativo para o MpD nas eleições seguintes perante os dados da avaliação de seis setores: “Com esse nível de avaliação do Governo tão negativo o mais provável é que os eleitores atribuirão um cartão vermelho às equipas de Ulisses nas próximas eleições autárquicas que se avizinham e nas legislativas seguintes!” (https://santiagomagazine.cv/ponto-de-vista/estado-catastrofico-da-nacao-1).
3. Os indicadores de desigualdade económica e social pioraram no mandato do MpD de 2016 ao presente: isto é, os pobres ficaram muito mais pobres e os ricos muito mais ricos de tal sorte que o incremento nas taxas de crescimento económico anunciados pomposamente, ao invés de melhorarem a situação geral das populações, são endereçados, seletivamente, para as poupanças e bolsos de uns poucos privilegiados.
4. O Governo ao invés de enfrentar e atacar de frente a inflação, desemprego e má distribuição de rendimentos, adota medidas eleitoreiras que acentuarão a gravidade dos problemas existentes servindo tais medidas como gasolina para apagar o fogo.
5. A aprovação dos PCFRs nas vésperas das eleições vai provocar ainda mais aumento da inflação e maior descontentamento social para a massa da população não contemplada que não compensará o eventual impacto eleitoral esperado pelo Governo.
6. É que enquanto as classes profissionais contempladas com os PCFRs têm o aumento do poder de compra, a maioria da população sentirá mais sufocada ainda com os aumentos constantes de preços provocados pela inflação devido a mais dinheiro em circulação e manutenção dos níveis de oferta no mercado.
7. Serão os estratos económico e sociais mais baixos aqueles que mais sofrerão com essas medidas eleitoreiras dado que a inflação é um imposto regressivo e injusto por cobrar mais de quem tem menos.
8. Passados três meses do desastre eleitoral de 01/12/24 não se vislumbra nenhum resultado positivo ou que tenha a capacidade de inverter as tendências negativas dos indicadores político-eleitorais observados.
9. Em termos administrativos, a avaliação negativa do desempenho do governo nos levantamentos do afrobarometer de 2022 e 2024 que foi reprovado por 07/22 nas últimas autárquicas não foi contrariado, pelo contrário, o modelo mpdista de governar “sem djobi pa lado” continua a todo vapor, não obstante, os resultados autárquicos de 2024!
10. Políticamente, os ventoinhas inauguraram a série de derrotas nas últimas eleições presidenciais de 2021 e só ampliaram a dimensão e tamanho das derrotas nas eleições autárquicas seguintes de 2024 e perspectiva-se a repetição da derrota nas legislativas do próximo ano para se fechar o ciclo político eleitoral.
11. Quanto ao aspecto eleitoral, os números absolutos e relativos mostram uma queda impressionante no número de eleitores que votaram nos ventoinhas em 2016 para aqueles que tencionam votar nesse partido em 2026; a queda de confiança no Primeiro Ministro é a mais elevada da série histórica e um número cada vez mais elevado de eleitores (65%) considera que o Governo está no caminho errado.
O Governo escalou o elemento com mais baixo índice de confiança, o PM, para seu novo garoto-propaganda, o mesmo que conduziu o seu partido para o maior desastre eleitoral municipal de sempre, em 2024!
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