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O Diretor da PJ portuguesa confirmou esta sexta-feira, 17, a detenção ontem de cinco suspeitos da morte do estudante cabo-verdiano Luís Giovani. Estão indiciados por homicídio qualificado, são residentes em Bragança e não têm cadastro. Porém, a PJ lusa rejeita ter havido crime racial.

Segundo o jornal Diário de Notícias desta sexta-feira, 17, numa iniciativa inédita, o Diretor da PJ portuguesa, Luís Neves, deslocou-se à cidade de Vila Real para assumir a conferência de imprensa sobre as detenções dos suspeitos da morte do estudante cabo-verdiano, Luís Giovani. Cinco homens, com idades entre os 22 e os 35 anos, estão indiciados por homicídio qualificado. São residentes em Bragança e não têm cadastro, disse.

As detenções ocorreram na sequência de uma operação levada a cabo pela PJ na quinta-feira. Os cinco detidos pertencem ao grupo de 15 que já tinha sido identificado pela PJ como estando envolvido nos confrontos daquela noite e só eles estarão diretamente envolvidos na morte de Luís Giovani.

Entretanto, o chefe da PJ portuguesa afastou que tivesse havido motivação racial nas agressões e homicídio. "Contrariamente ao que foi veiculado nas redes sociais e com menor expressão em órgãos de comunicação social, não se trata de um crime entre nacionais deste ou de outro país, nem entre raças. O crime ocorreu num determinado contexto", sublinhou Luís Neves. Adiantou que na origem dos incidentes estiveram "motivos fúteis que provocaram uma desavença no interior do espaço lúdico, idêntica à que sucedem tantas vezes, mas não acabam em morte, como foi este caso".

A PJ confirma, em comunicado enviado às redações, que "procedeu a buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas, suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem".

A operação envolveu "investigadores e peritos da Polícia Judiciária tendo sido apreendidos elementos probatórios relevantes". A arma do crime terá sido um pau em forma de moca. "A investigação tem vindo a ser conduzida em estreita articulação com o Ministério Público de Bragança, titular do Inquérito", diz ainda o comunicado.

Fonte judicial que está a acompanhar o processo afirmou ao DN que houve dois momentos de agressões - um ainda perto do bar e o outro em local mais afastado, possivelmente próximo do local onde Giovani foi encontrado, inanimado. E que houve agressões de ambas as partes, do grupo de Giovani e do grupo dos detidos. O comunicado que a PSP fez sobre o caso já indicava a existência de dois locais de agressões.

Luís Giovani dos Santos Rodrigues, de 21 anos, morreu a 31 de dezembro, após dez dias em coma na sequência de uma pancada na cabeça. O estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) terá sido agredido por vários homens no dia 21 de dezembro, à saída de uma discoteca daquela cidade. Transportado para o Hospital de Santo António, no Porto, o estudante de Design de Jogos Digitais viria a morrer no último dia de 2019.

Fonte: Diário de Notícias



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