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O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) anuncia, na Cidade da Praia, que o banco público vai vender a participação que detém no cabo-verdiano Banco Comercial do Atlântico, mantendo a posição que detém no banco Interatlântico.

Paulo Macedo fez este anúncio em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, recordando que este processo se iniciou há um ano, depois de conversas com as autoridades cabo-verdianas e portuguesas. Na altura, assumiu que pretendia “racionalizar” a presença da Caixa em Cabo Verde, no que diz respeito à presença do grupo CGD em instituições bancárias.

“A Caixa é acionista de dois importantes bancos em Cabo Verde, com uma larga quota de mercado. É um aspeto que se discute há muitos anos, de como fazer essa racionalização, via fusão, venda ou outros métodos”, disse.

“Afastámos a fusão, porque entendemos que levaria à possibilidade de despedimento de um conjunto de trabalhadores e, portanto, continuámos a analisar o cenário de alienação de um dos bancos, que a ocorrer manteria sempre a presença da CGD em Cabo Verde”, acrescentou.

A CGD vai, assim, alienar a participação no Banco Comercial do Atlântico (BCA), no qual detém 59%, até final de 2020, segundo o comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Mantém a sua posição de 71% no Interatlântico.

Hoje, na Cidade da Praia, Paulo Macedo reiterou o compromisso da Caixa “com a economia de Cabo Verde”.

“O próprio sistema financeiro cabo-verdiano poderá ser potenciado, porque a Caixa vai manter-se num banco e dar-lhe apoio e, se houver outro acionista que faça isso no outro banco, o próprio sistema poderá ser reforçado”, afirmou.

A Caixa vai manter a sua presença no Banco Interatlântico, por este ser “um banco de empresas”.

“O BCA é um banco pujante, virado para a generalidade da economia cabo-verdiana, mas mais virado para dentro, enquanto o Interatlântico é um banco de empresas que queremos cada vez mais virado para fora”, sublinhou.

Para Paulo Macedo, esta é “uma opção serena, tranquila, que mantém os postos de trabalho, que assegura todas as garantias aos depositantes e que só será efetuada se as autoridades aceitem o eventual comprador. O banco central [de Cabo Verde] terá um papel essencial no que respeita à instituição que venha a ser escolhida”.

Durante o dia de hoje, Paulo Macedo reuniu-se com responsáveis dos dois bancos cabo-verdianos em que a CGD tem participação, Banco Comercial do Atlântico e Interatlântico, com o governador do banco central e com o primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde.

O processo de venda da CGD no Banco Comercial do Atlântico vai iniciar-se a partir de janeiro próximo, sendo que as autoridades de Cabo Verde terão de aceitar o comprador.

A redução da operação da CGD fora de Portugal foi acordada em 2017 com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público.

Em novembro foi aprovada a venda do Banco Caixa Geral, em Espanha, ao Abanca, e do sul-africano Mercantile Bank ao Capitec Bank Limited.

A venda das filiais da Caixa Geral de Depósitos em Espanha e na África do Sul vai gerar mais-valias de 200 milhões de euros, segundo o banco público.

Com Lusa



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