
Durante anos Israel desacreditou os números de mortos avançados pelo Ministério da Saúde de Gaza. No entanto, a verdade não pode ficar indefinidamente escondida e, agora, já não é possível ocultar as evidências, como avançou o jornal diário israelita Haaretz.
Vários anos de propaganda e manipulação, procurando desacreditar o apuramento de vítimas mortais provocadas pelos seus ataques genocidas, o Exército Israelita viu-se obrigado a aceitar como válidos ou números difundidos pelo Ministério da Saúde de Gaza.
A notícia foi avançada pelo insuspeito jornal diário israelita Haaretz, que avançou na última quinta-feira, 29, que o Exército de Israel aceitou que 71 mil palestinianos foram vítimas dos ataques das tropas sionistas, desde outubro de 2023, contra a Faixa de Gaza
Este número é, no entanto, parcial, já que se referem apenas a mortes provocadas por bombardeamentos, não incluindo pessoas desaparecidas que, eventualmente, possam estar soterradas nos escombros de edifícios, tão-pouco, estão contabilizados os palestinianos que morreram de fome ou que não conseguiram ser tratados, por razão da destruição dos hospitais, ou, ainda, por falta de medicamentos, retidos nas fronteiras de Gaza pelo criminoso bloqueio promovido por Israel.
Ao fim de três anos de genocídio do povo palestiniano, a diplomacia de Israel e as suas caixas de ressonância internacionais empenharam-se em desacreditar os números avançados pelo Ministério da Saúde de Gaza, que consideravam exagerados. Porém, investigações de organismos internacionais, como agências das Nações Unidas, concluíram que estes números são credíveis e que poderão estar aquém das mortes anunciadas.
Foto: Abed Rahim Khatib - Agência Anadolu
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