
A presidente da Câmara Municipal do Porto Novo defendeu hoje a necessidade de dignificar o papel das monitoras dos jardins infantis e propôs trabalhar com o Ministério da Educação para melhorar as suas condições salariais. A autarquia tem a seu cargo 18 dos 20 jardins infantis existentes no município. De todo o modo, o ministro Amadeu Oliveira descartou responsabilidades, endossando o aumento de salário para a câmara, mas deixando a porta entreaberta.
A presidente da Câmara Municipal do Porto Novo defendeu esta sexta-feira, 30, o reconhecimento do papel das monitoras dos jardins infantis e propôs “trabalhar, em articulação com o Ministério da Educação [ME], para a melhoria das condições salariais” da classse.
Elisa Pinheiro aproveitou a estada do ministro da Educação, Amadeu Cruz, em Porto Novo, para lançar a proposta de criação das condições para a melhoria salarial das monitoras e do reconhecimento do seu papel fundamental no sistema de ensino, sendo de referir que 18 dos vinte jardins infantis do concelho estão a cargo da autarquia.
Ministro descarta responsabilidades, mas deixa porta entreaberta…
Em resposta, o ministro da Educação explicou que a competência de gestão dos jardins de infância é das câmaras municipais, que devem assumir o pagamento dos salários das educadoras de infância, afastando, assim, a possibilidade de o Governo assumir esta responsabilidade.
“A responsabilidade de implementação da nova tabela remuneratória das monitoras dos jardins infantis é das câmaras municipais, mas se houver dificuldades podemos colaborar”, sublinhou Amadeu Cruz, que anos atrás foi presidente da Câmara Municipal do Porto Novo.
Por sua vez, Elisa Pinheiro reconheceu que não existe um Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) específico para as educadoras de infância, mas salientou que o PCFR do pessoal docente, implementado pelo Ministério da Educação, inclui as educadoras de infância”.
“Nas autarquias, não existe nenhum PCFR específico de educadoras de infância e nem existe esta categoria profissional. O que existe é o PCFR dos docentes, que inclui as educadoras de infância, que deve ser implementado pelo Ministério da Educação”, defendeu a presidente da Câmara Municipal de Porto Novo.
C/Inforpress
Foto: CMPN
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