
Jovens da diáspora, em França, manifestaram ontem o desejo de ver reforçada a influência do Presidente da República na facilitação dos investimentos dos emigrantes e na ampliação da sua participação no desenvolvimento do país. José Maria Neves ouviu atentamente e disse querer colocar na agenda os desafios que demandam da Geração Z. Nesse sentido, o presidente da República reiterou a intenção de continuar a dinamizar debates deste género, dando voz às inquietações e aspirações da juventude.
Durante um encontro realizado na tarde desta quinta‑feira, 29, em Paris, França, no contexto da quarta edição da Presidência na Diáspora, o presidente da República disse querer colocar na agenda os desafios da Geração Z.
Por sua vez, os jovens solicitaram a eliminação de barreiras e a criação de mecanismos que permitam direcionar as suas competências e potencialidades ao serviço do país.
José Maria Neves destacou diversos setores com elevado potencial de investimento, desde as tecnologias à mentoria e formação, passando pela energia e turismo, e desafiou os jovens a manterem a perseverança, não se deixando vencer pelas dificuldades.
Investidores não se devem quedar pelas lamentações
No entanto, o presidente da República lembrou que a eliminação de barreiras exige, igualmente, iniciativas do lado dos investidores, que “não devem limitar‑se a lamentações”, mas, também, adotar atitudes proativas e construtivas.
Enfatizando a importância da Geração Z para o progresso de Cabo Verde, José Maria Neves reiterou a intenção de continuar a dinamizar debates deste género, dando voz às inquietações e aspirações da juventude.
Engajamento e participação da diáspora
O presidente da República evocou, ainda, a solidariedade da associação de médicos cabo‑verdianos nos Estados Unidos da América, com uma contribuição assinalável no fortalecimento do sistema de saúde cabo-verdiano, nomeadamente na formulação de legislação para o setor, na realização de intervenções cirúrgicas, consultas e ações de capacitação, como exemplo do nível de engajamento e participação possível da diáspora na melhoria das condições de vida em Cabo Verde, mesmo sem necessidade de abandonar o país de acolhimento.
Por outro lado, no universo de preocupações apresentadas, destacaram‑se a perda de valores e de identidade cultural entre as várias gerações, mas, também de forma muito assinalável, a persistência de burocracia nas instituições do Estado, criando obstáculos ao engajamento da diáspora.
José Maria Neves garantiu que todas as preocupações levantadas pelos jovens terão sequência, de forma a serem devidamente consideradas pelos poderes públicos.
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