
Familiares de Domingos Simões Pereira negaram ontem, de forma “perentória”, o uso dos termos “libertação” e de “prisão domiciliária”, destacando que “nunca houve qualquer processo legal que justificasse tais medidas”. De acordo com a família, a aplicação de “prisão domiciliária” exige procedimento judicial, o que não aconteceu neste caso.
A família de Domingos Simões Pereira negou este sábado, 31, de forma “perentória”, o uso dos termos “libertação” e de “prisão domiciliária” no que se refere ao líder do PAIGC, avançando que “nunca houve qualquer processo legal que justificasse tais medidas”. Em comunicado, os familiares dizem que a aplicação de “prisão domiciliária” exige procedimento judicial, o que não aconteceu.
A família de Domingos Simões Pereira diz tratar-se de um "sequestro" e de "confinamento forçado" do presidente do PAIGC, que se encontrava há 66 dias privado de liberdade sem acusação formal ou acesso à justiça, no decurso do golpe de Estado militar de 26 de novembro.
Por conseguinte, a família do líder partidário considera que a transferência de Domingos Simões Pereira para a sua residência não representa uma restituição efetiva de liberdade, sublinhando que ele permanece sob vigilância armada permanente e com restrições à circulação de toda a família.
Perante esta situação, a família apela à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e à comunidade internacional para que “intervenham firmemente”, assegurando a proteção de Domingos Simões Pereira e de todos os intervenientes políticos guineenses que se encontram sob ameaça dos militares golpistas.
Fernando Dias da Costa em liberdade
No dia em que Domingos Simões Pereira saiu da Segunda Esquadra de Bissau, onde se encontrava detido ilegalmente, Fernando Dias da Costa, candidato presidencial nas eleições de novembro de 2025, regressou à sua residência, após exílio na embaixada da Nigéria, na capital guineense, o mesmo acontecendo com Geraldo Martins, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
O ministro senegalês da Defesa, general Birame Diop, enviado especial do presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, para ajudar a resolver a crise pós-eleitoral na Guiné-Bissau em mandato conferido pela CEDEAO, fez questão de acompanhar Simões Pereira, Fernando da Costa e Geraldo Martins às suas residências.
C/CNEWS
Foto: DR
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