PAICV responsabiliza Governo pelos piores indicadores sociais e económicos em Santiago Norte
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PAICV responsabiliza Governo pelos piores indicadores sociais e económicos em Santiago Norte

“É público e notório que este governo está a deixar a região Santiago Norte para trás. Em todos os sentidos (…) Todos os seis municípios que compõem a região em várias áreas de condições de vida estão muito abaixo da média nacional”, criticou.

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV - Santiago Norte acusou hoje o Governo liderado pelo MpD de falhar com a região em todos os sentidos, sublinhando que a mesma tem “os piores indicadores sociais e económicos do país”.

“Na governação de Cabo Verde, quem falha com a região de Santiago Norte, onde vivem mais de um terço da população nacional, falha com o país inteiro. Quando Santiago Norte aparece na cauda do desenvolvimento é Cabo Verde que está na cauda do desenvolvimento”, observou a presidente da CPR do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Carla Carvalho.

Esta responsável, que falava em conferência de imprensa, na cidade de Assomada, Santa Catarina, para se pronunciar sobre os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as Estatísticas das Condições de Vida dos Agregados Familiares – IMC 2023, afirmou que apesar dos discursos do governo sobre investimentos na região, a mesma continua a apresentar “os piores indicadores sociais e económicos do país”.

“Nenhum Governo sério admite que tenha conseguido desenvolver o país quando os indicadores de desenvolvimento mostram que o celeiro de Cabo Verde, o maior produtor agrícola e animal do arquipélago, anda em níveis marginais de crescimento económico”, disse, acrescentando que os governos existem para resolver os problemas das pessoas.

“É preciso agir. Os dados do INE dizem que os municípios de Santiago Norte, uma região com mais de 120 mil pessoas, estão na cauda do desenvolvimento do país, com os piores indicadores sociais e económicos”, insistiu Carla Carvalho.

Segundo ela, o maior partido da oposição quis com a conferência de imprensa alertar a região Santiago Norte e o país no seu todo, sobre a “incúria” deste governo em relação à falta de políticas e investimentos para alavancar o processo de desenvolvimento, seja local ou regional.

“É público e notório que este governo está a deixar a região Santiago Norte para trás. Em todos os sentidos (…) Todos os seis municípios que compõem a região em várias áreas de condições de vida estão muito abaixo da média nacional”, criticou.

Nesse sentido, aconselhou o Governo a implementar medidas de políticas estruturantes, que sustentam os sectores estratégicos de desenvolvimento da região, em vez do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidade (PRRA), que segundo ela, “não têm surtido efeito”.

“Por isso, acreditamos que é, mais do que urgente, medidas de políticas estruturantes, que sustentam os setores estratégicos de desenvolvimento da Região, para a geração de empregos sustentáveis, para aumento do rendimento das famílias, para diminuição da pobreza e para a correção dos desequilíbrios regionais no país”, propôs a dirigente regional do PAICV.

Na ocasião, afirmou que o discurso do “governo amigo dos municípios” é uma falácia, sustentando que o executivo não efectuou os investimentos estruturantes prometidos – como portos de recreio e de pesca, parque tecnológico de agropecuária, aumentar a exportação para o mercado nacional e turístico, entre outros – ainda retém os montantes dos recursos.

Para a dirigente do PAICV, caso o Governo tivesse transferido os recursos prometidos aos municípios a situação social e económica e as condições de vida das famílias em Santiago Norte “seria melhor”.

“De um governo sério se espera que crie condições para que o país possa produzir empregos e rendimentos, para melhorar as condições de vida das famílias e da população e enquanto meios para garantir a liberdade, a independência e a qualidade de vida das pessoas. Esta é a realidade que o PAICV quer ver implementada, e que os recursos nacionais cheguem a todos os cabo-verdianos, para viverem com dignidade e com qualidade de vida”, finalizou.

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