Algumas verdades duras 
Ponto de Vista

Algumas verdades duras 

A Praia não admite este ruído, esta estratégia falida de intimidação e de segregação. A Praia sempre ouviu com atenção os seus filhos, não embarca em estorinhas de turistas políticos. Esta é a minha Praia Maria, que tanto amo!

A Praia não é um círculo eleitoral, é um farol, um termómetro multiplicador.

Não se ganha Cabo Verde sem ganhar a Praia.

A Praia não admite turismo eleitoral, não basta aparecer ou ser aqui “despejado”. 

Isto ficou claro em 2024, mas não claro o suficiente para alguns, que vivem a alegoria da caverna.

Ignorar a Praia, é suicídio eleitoral. Não se ganha Cabo Verde com as costas viradas para a Praia.

Ganhar a Praia não tem nada a ver com precipitações e atropelos à lei, abrindo portas ou pedindo chaves.

Ganhar a Praia tem a ver com narrativas, e só o eleitorado de um partido não o consegue (nem com generais nem sem generais, como toscamente se propala).

Ganhar a Praia é convencer classe a média, a juventude, cada vez mais digital e crítica, um eleitorado urbano esclarecido.

Só consegue ganhar a Praia quem traz este eleitorado flutuante crítico e pensante (não partidário) que gostamos de chamar de sociedade civil.

Quem só consegue atenção e arrancar aplausos de militantes e generais, (apelidados de parasitas do líder) não agrega absolutamente nada.

E não contribui para vitória alguma.

A Praia não admite este ruído, esta estratégia falida de intimidação e de segregação.

A Praia sempre ouviu com atenção os seus filhos, não embarcou em estorinhas de turistas políticos.

A Praia escuta quem a conhece por inteiro, quem a ama, quem sabe e conhece as suas necessidades, quem sempre foi coerente com ela e não a usa como meio, quem sabe o que é preciso e como fazer.

A Praia não se curva à arrogância, não se lhe impõe a nada nem absolutamente ninguém.

Ela sabe o que é e o que quer.

Esta é a minha Praia Maria, que tanto amo!

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