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 Mau ano de seca

O Partido da Independência de Cabo Verde (PAICV) defendeu esta segunda-feira, 28 de outubro, “medidas urgentes” para se fazer face à situação de três anos de seca por que passa o país neste momento.

A posição foi defendida esta segunda-feira, 28 de outubro, pelo líder da banca parlamentar do PAICV, Rui Semedo, quando fazia o balanço das jornadas parlamentares para a segunda sessão plenária de Outubro, que arranca esta terça-feira, 29.

Tal sessão, que vai decorrer até o próximo dia 31, tem na agenda de trabalho o debate sobre a Situação da Justiça, debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, além da aprovação de projectos de lei, entre os quais a Lei da Paridade, e aprovação da proposta de resolução sobre o Acordo entre Cabo Verde e a Federação da Rússia sobre a isenção recíproca de vistos.

O debate com o primeiro-ministro vai, segundo Rui Semedo, versar o tema mudança climáticas e choques externos, um tema de “grande actualidade”, no seu ponto de vista, principalmente para um país com as características de Cabo Verde, “insular de forte vulnerabilidade”, onde os impactos de mudanças climáticas são sentidos no seu quotidiano.

Tais impactos, referiu o líder parlamentar do maior partido da oposição, são sentidos designadamente através da seca ou através de pluviometrias que poderão ser excessivas nalguns momentos, como já houve casos de chuvas abundantes com prejuízos também para o país.

“É uma oportunidade, neste debate, de discutirmos esta questão aprofundadamente como o primeiro-ministro”, realçou Rui Semedo, recordando que o mesmo foi agendado pelo Movimento para a Democracia (MpD, poder).

Para já, este representante do PAICV vai avançando que em relação ao mau ano agrícola o seu partido já colocou em cima da mesa a necessidade de “medidas de emergência” para fazer face à “emergência e urgência da situação”.

As medidas, conforme referiu, passam pela garantia do emprego, de medidas de protecção das famílias, de apoios directo às famílias mais vulneráveis e também de apoio à educação, principalmente porque, afirmou, “há pessoas que estão a ter dificuldades em assumir os custos da educação dos filhos”.

“Nesta situação de três anos seguidos de seca as dificuldades vêm aumentando e as pessoas colocam-nos essas dificuldades, para o ensino superior, para as propinas, para o transporte, mesmo a nível básico e secundário”, explanou.

Rui Semedo encerra este assunto resumindo que, no debate com o primeiro-ministro, o PAICV pretende “falar de todos os aspectos” relacionados com as mudanças climáticas em Cabo Verde e os impactos num país insular.

Com Inforpress



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