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Ulises Encontro empresarial entrevista

O primeiro-ministro explicou hoje que a decisão de acabar com bancos de licença restrita não tem nenhuma relação com o Luanda Leaks, investigação jornalística que envolve um dos bancos a laborar nessas condições em Cabo Verde.

Actualmente,  funcionam em Cabo Verde quatro bancos com autorização restrita, designadamente Montepio Geral, Banco de Fomento Internacional (BFI) e Banco Privado Internacional (BPI) e Banco BIC, com participação da empresária angolana Isabel dos Santos, alvo da investigação jornalística Luanda Leaks.

Questionado à margem do encontro com os empresários da ilha de Santiago, Ulisses Correia e Silva adiantou que a medida já estava tomada há mais de um ano, estando esses bancos que operam apenas com não residentes em processo de transição para passarem a ser bancos de licença genérica.

“Esta medida já vem de 2018. Demos um período transitório para que as instituições financeiras se adaptassem. São poucas, não tem impacto sobre a economia e nem sobre o emprego e nos resolvemos alterar as regras no sentido de termos muito mais transparência no sistema financeiro e cumprindo as normas internacionais de regulação em relação aos quais temos compromissos”, explicou.

De acordo com informação prestada à Lusa pelo BCV, dois dos quatro bancos que operam em Cabo Verde com autorização restrita (Instituições de Crédito de Autorização Restrita — ICAR) solicitaram o alargamento da licença para utilização genérica (Instituições de Crédito de Autorização Genérica – ICAG).

O banco central, de acordo com a mesma fonte, não esclareceu quais os bancos que pediram o alargamento de licença, sendo que, conforme a garantia do Governo, os que não forem convertidos em ICAG serão encerrados até final do ano.

O banco BIC Cabo Verde, participado pela empresária angolana Isabel dos Santos e que está a ser inspeccionado pelo banco central cabo-verdiano, apresentou lucros de mais de cinco milhões de euros em 2018, tendo apenas 12 trabalhadores.

Com Inforpress



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