
Intervindo no encerramento do salão internacional do vinho, bebidas e artigos agropecuários, Provinho, dedicado ao enoturismo e à valorização dos produtos locais, o presidente da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos disse que “sem qualidade, previsibilidade e estabilidade nos serviços aéreos e marítimos, o potencial de eventos deste tipo e dos investimentos que se procuram atrair ficam comprometidos.”
A primeira edição do salão internacional do vinho, bebidas e artigos agropecuários, Provinho, iniciada na última sexta-feira, fecha portas este domingo, 30, mas o encerramento do evento teve lugar ontem. E o balanço é positivo, deixando satisfação, reconhecimento e ambição para o futuro.
Na gala de encerramento, o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo-verdianos (ANMCV), Fábio Vieira, realçou a importância estratégica do Provinho para a promoção turística da ilha e para o impulso da Zona Económica Especial, uma iniciativa que mereceu elogios ao Governo e ao Ministério do Turismo e Transportes pela organização “ousada e assertiva”.
É “urgente” melhorar transportes aéreos e marítimos
Fábio Vieira sublinhou, ainda, o valor simbólico e prático da iniciativa e lançou um alerta considerado “essencial” para o desenvolvimento sustentável do arquipélago, que está relacionado com a necessidade “urgente” de melhorar o sistema nacional de transportes.
Segundo o também presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, “sem qualidade, previsibilidade e estabilidade nos serviços aéreos e marítimos, o potencial de eventos deste tipo e dos investimentos que se procuram atrair ficam comprometidos.”
Durante três dias, o salão revelou-se mais do que uma exposição e tornou-se uma celebração do “saber-fazer” cabo-verdiano, evidenciando a resiliência, a inovação e a criatividade dos produtores.
“Os objetivos de promover o enoturismo, valorizar os produtos agropecuários e fortalecer a cadeia de valor foram amplamente alcançados”, disse o presidente da ANMCV.
No que diz respeito ao vinho do Fogo, foi destacada a necessidade de uma estratégia focada em dois pilares: a criação da denominação de origem para garantir e proteger a identidade do produto, e o reforço da qualidade, permitindo competir em mercados exigentes.
Aposta em conhecimento científico e introdução de novas castas
A aposta em conhecimento científico, aplicado à vitivinicultura e a abertura à introdução de novas castas adaptáveis, foram apontadas como caminhos para elevar a competitividade.
O Provinho foi apresentado como exemplo alinhado com a visão estratégica da ANMCV, que defende a valorização dos produtos endógenos e o turismo como motores de desenvolvimento equilibrado.
Inspirada pelo sucesso do salão, Fábio Vieira anunciou duas iniciativas da ANMCV para 2026: o Fórum de Investimento Municipal, destinado a conectar projetos estruturantes a investidores nacionais e da diáspora, e a criação de uma Plataforma Digital de Oportunidades, um “salão permanente” para promover recursos económicos e turísticos de todos os municípios.
O presidente da ANMCV deixou, ainda, uma mensagem de esperança e de mobilização, desejando que o espírito de cooperação, inovação e empreendedorismo vivido na ilha do Fogo continue a difundir-se em todos os municípios de Cabo Verde.
C/Inforpress
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