Gilson Alves: Simpatizante nazi detido pela Polícia Judiciária
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Gilson Alves: Simpatizante nazi detido pela Polícia Judiciária

Ex-candidato a presidente da República foi detido na noite de ontem pela Polícia Judiciária em Santo Antão, encontrando-se agora em São Vicente. Sobre ele impele a acusação da prática de vários crimes, decorrentes de uma conferência de imprensa dada por si em meados de fevereiro, onde apareceu fazendo a saudação nazi. É antiga a simpatia de Gilson Alves pela simbologia nazi-fascista. Em agosto de 2019, quando fazia o internato médico no Hospital de São João, em Portugal, foi alvo de um processo disciplinar por ameaças a colegas e uso de uma t-shirt com cruz suástica estampada, com que se fazia passear naquela unidade hospitalar.

Decorrente de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público (MP), o ex-candidato a presidente da República nas eleições de 2021 (na foto), Gilson Alves, foi detido pela Polícia Judiciária na noite deste domingo, 01, em Santo Antão, e levado para São Vicente, onde se encontra detido pela prática de alegados crimes de posse de arma proibida, de criação de quadrilha e de instigação pública à prática de crimes.

Recordamos que, em 16 de fevereiro último, o agora detido e médico de profissão, indignou o país por razão de uma peça emitida pela Televisão de Cabo Verde (TCV) anunciando a sua candidatura às presidenciais deste ano e apelando à desordem e à instigação da prática de crimes, que suscitou a decisão da Autoridade Reguladora da Comunicação Social (ARC) em “abrir um processo de averiguação” à TCV.

É antiga a simpatia por símbolos nazis

Na notícia, Gilson Alves aparecia com mais três indivíduos embuçados e ostentando armas brancas, defendendo que, caso fosse eleito, seria um presidente autoritário, ao mesmo tempo que faziam a “saudação romana” (segundo a sua versão), mas que, de facto, corresponde à saudação adotada por fascistas e nazis no primeiro quartel do século vinte. Nas suas declarações, o médico disse pretender ser um “presidente autoritário” e chefe de Estado “a jeito ou à força”.

É antiga a simpatia de Gilson Alves pela simbologia nazi-fascista. Em agosto de 2019, quando era médico interno do Centro de Cirurgia Torácica do Hospital de São João, no Porto (Portugal), foi alvo de um processo disciplinar por ameaças a colegas e uso de t-shirt com uma cruz suástica estampada, com que se fazia passear naquela unidade hospitalar, tendo sido mesmo acusado de colocar em risco a vida de um paciente em pleno bloco operatório.

Na ocasião, vários clínicos seus colegas se referiram a Gilson Alves como tendo desobedecido “às recomendações e ordens dos seus orientadores, culminando com a extração intempestiva da cânula aórtica durante uma cirurgia cardíaca”, onde o doente “não morreu por sorte e experiência do cirurgião” que orientava a intervenção.

Tais comportamentos, levaram os seus colegas a recusarem-se a operar com Gilson Alves e a pedir a sua avaliação psiquiátrica.

Foto: DR

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