
Em nota de imprensa subscrita pelo seu secretário-geral, o partido defende o respeito pelo funcionamento das instituições republicanas e a necessidade de credibilidade do país no cenário internacional, ao mesmo tempo que exige a libertação imediata do presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, detido desde a última quarta-feira pelos golpistas.
Em comunicado de imprensa tornado público este sábado, 29, subscrito pelo secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Vladmir Silves Ferreira, o partido diz acompanhar com preocupação a situação na Guiné-Bissau e reafirma a reposição da ordem constitucional.
“O PAICV reafirma a necessidade absoluta de respeito pelo regular funcionamento das instituições da República, pilar essencial para a confiança dos cidadãos e para a credibilidade do país perante os seus parceiros internacionais”, pode ler-se no comunicado que sublinha “a importância de se respeitar a vontade soberana do povo guineense, expressa nas urnas”, no passado domingo, 23 de novembro.
Ainda segundo o partido liderado por Francisco Carvalho, é “imperativo que o órgão nacional competente [a Comissão Nacional de Eleições] dê plena continuidade ao processo eleitoral, procedendo à apresentação transparente, célere e oficial dos resultados, de modo a tranquilizar a população e a comunidade internacional, evitando especulações ou instabilidade, desnecessárias”, que prejudicam o processo democrático e a imagem internacional da Guiné-Bissau.
Em defesa da democracia, do Estado de Direito e da vontade soberana dos povos
“O PAICV apela, com firmeza, à imediata libertação do presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau e presidente do nosso partido irmão, Domingos Simões Pereira, bem como de todas as demais individualidades atualmente privadas de liberdade no âmbito destes acontecimentos”, pode ler-se ainda.
Por último, reiterando que continuará “atento à evolução da situação”, o PAICV “reafirma a sua defesa incondicional da democracia, do Estado de Direito e da vontade soberana dos povos”.
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