
O presidente da República Islâmica do Irão, Masoud Pezeshkian, classificou a morte do “líder supremo” como “grande crime”, anunciou feriado nacional e afirmou que “jamais ficará sem resposta”. Entretanto, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado membro jurista do Conselho de Liderança do Irão, órgão responsável por exercer as funções do líder supremo até que a Assembleia de Peritos escolha um novo titular para o cargo.
O governo do Irão confirmou a morte do “líder supremo”, aiatolá Ali Khamenei, decretou 40 dias de luto oficial e prometeu uma resposta dura contra os responsáveis pelo crime, divulgou a rede Al Jazeera, que citou comunicado oficial da presidência iraniana.
Entretanto, segundo a agência de notícias ISNA informou, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado membro jurista do Conselho de Liderança do Irão, órgão responsável por exercer as funções do líder supremo até que a Assembleia de Peritos escolha um novo titular para o cargo. A decisão ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei ser confirmada por comunicados oficiais divulgados pela comunicação social estatal.
Eclesiástico integrante do Conselho dos Guardiães, Arafi passa a compor o Conselho de Liderança temporário, ao lado do presidente da República, Masoud Pezeshkian, e do presidente do Supremo Tribunal, Gholamhossein Mohseni Ejei. O conselho assume, interinamente, as atribuições do posto máximo da República Islâmica até a definição do sucessor de Khamenei.
O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, morreu durante ataques conjuntos conduzidos pelos Estados Unidos da América (EUA) e por Israel contra o Irão. Diversas agências, entre elas Tasnim, Mehr e Press TV, noticiaram no início deste domingo que o líder havia sido “martirizado”.
“Ataque conjunto dos Estados Unidos criminosos e do regime sionista”
O comunicado oficial das autoridades iranianas afirmou que “o Líder Supremo da Revolução Islâmica, Aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado em um ataque conjunto dos Estados Unidos criminosos e do regime sionista”. A nota oficial acrescentou: “No momento do martírio, ele estava cumprindo suas funções e presente em seu local de trabalho quando ocorreu esse ataque covarde”. O comunicado rejeita, ainda, a argumentação do “regime sionista” de que o líder estaria escondido em local seguro.
Em nota ulterior, o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian avançou que “este grande crime jamais ficará impune e marcará um novo capítulo na história do mundo islâmico e xiita”. A nota anunciou, também, 40 dias de luto nacional e acrescentando: “Com toda a força e determinação, faremos com que os perpetradores e comandantes deste grande crime se arrependam de seus atos.”
A confirmação oficial aconteceu horas após declarações públicas de autoridades estrangeiras. No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu na rede Truth Social que “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto”. A declaração veio após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que “há muitos sinais” de que o líder supremo “não está mais entre nós”.
Netanyahu também declarou que as instalações onde se encontrava Khamenei foram atingidas em um “poderoso ataque surpresa” e prometeu que “milhares de alvos” da liderança do país seriam mortos nos próximos dias, além de convocar a população iraniana a ir às ruas para derrubar o governo.
EUA e Israel classificaram a ofensiva contra o Irão como uma operação “preventiva”, direcionada à liderança iraniana e a instalações militares e nucleares. Segundo Trump, o objetivo seria destruir a indústria de mísseis e a marinha iranianas, além de forçar uma mudança de regime em Teerão. Em resposta, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra território israelita e bases militares norte-americanas no Médio Oriente.
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Foto: Majid Asgaripour
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