
O ex-presidente da Guiné-Bissau, não aqueceu a cama em Dakar, onde chegou na noite de quinta-feira. Mas, as críticas do primeiro-ministro senegalês e pressões do parlamento, bem como a contestação social e diplomática à sua presença no Senegal, levaram Umaro Sissoco Embaló a abandonar o país, numa rota de fuga para a capital da República do Congo.
O antigo presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, não chegou a aquecer a cama na capital do Senegal, onde se encontrava desde a noite de quinta-feira, 27, após ter fugido da Guiné-Bissau.
Sissoco teve, mais uma vez, que mudar de poiso e transferido para a capital da República do Congo, Brazzaville, numa operação confidencial coordenada pelos presidentes Denis Sassou N’Guesso (do Congo) e Alassane Ouattara (da Costa do Marfim), segundo apurou o jornal Confidential Afrique.
Sissoco deixou Dakar com urgência
Após passar uma noite “particularmente agitada”, foi o “Bolsonaro Africano” - como é conhecido nos meios políticos – que insistiu em deixar Dakar com urgência.
As coisas complicaram-se para Sissoco após as declarações do primeiro-ministro do senegalês, Ousmane Sonko, que, durante uma sessão parlamentar nesta sexta-feira, 28, classificou a situação política na Guiné-Bissau como resultado de “manobras subterrâneas”. Um tom firme que não terá agradado ao ex-presidente guineense, mostrando-se muito incomodado e temendo vir a ser expulso do Senegal.
Pressões políticas
Sentindo-se pressionado e desconfortável na capital senegalesa, não só por razão das declarações do primeiro-ministro, mas também pela contestação social e diplomática à sua presença - após conhecido o seu envolvimento no falso golpe na Guiné-Bissau -, terá sido o próprio Sissoco a ligar ao presidente congolês, Denis Sassou N’Guesso, solicitando apoio para deixar o Senegal.
Ainda segundo as mesmas fontes, Umaro Sissoco Embaló terá telefonado ao presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, para o informar da saída e agradecer o acolhimento de pouco mais de 24 horas durante a estada em Dakar.
Uma aeronave privada terá sido disponibilizada para transportar o antigo ex-presidente da Guiné-Bissau até Brazzaville, onde deverá permanecer apenas temporariamente. É que, a sua presença em Brazzaville, poderá vir a suscitar novas contestações.
Foto: Captura de imagem/Facebook
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