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Por: Redacção

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 “Santa Cruz está sempre a celebrar Carlos Alberto Martins, Katxás. Temos a praça Katxás em Porto Acima e o centro com o seu nome em Porto Abaixo. O seu busto está plantado no coração da cidade. A rua Amílcar Cabral veio ligar as duas partes do centro histórico de Pedra Badejo.” É assim que Carlos Alberto Silva, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, começa a abordar a polémica relacionada com a Rua Amílcar Cabral, criada pelos dirigentes locais do MpD e que acabou chegando ao parlamento.

A proposta inicial, de acordo com o edil Carlos Alberto Silva, era atribuir o nome de líder histórico do PAICG a uma rua em Achada Fátima. Uma proposta que, segundo as suas palavras, havia nascido no âmbito do programa de reunificação da cidade de Pedra Badejo, cuja implementação do cadastro e toponímia se encontra em curso neste momento no concelho.

“Durante a última sessão ordinária da Assembleia Municipal, realizada em dezembro de 2019, quando esta proposta subiu para debate foram os eleitos do MpD que sugeriram uma outra rua alegando a importância da figura de Amílcar Cabral”, informa o autarca, para acrescentar que perante essa sugestão, foi criada uma comissão com os eleitos de ambas as bancadas para trabalhar uma proposta concreta e assim decidir sobre uma rua que melhor coadune com o nome do pai da nacionalidade cabo-verdiana.

Essa comissão funcionou e fez o seu trabalho. Logo a seguir, o presidente da Câmara Municipal convidou a Fundação Amílcar Cabral e Associação dos Combatentes da Liberdade da Praia, para visitarem a cidade no sentido de, também, ajudarem na identificação de uma rua e assim aconteceu. “Houve várias propostas, sendo a rua que vai de Porto Acima até Porto Abaixo considerada a melhor proposta e a comissão reuniu e a aprovou", afirmou.

A rua Amílcar Cabral, no entender de Carlos Alberto Silva, não ofuscará de modo algum a figura do Rei di Funaná, na medida em que Katxás está presente em tudo em Santa Cruz. “O festival um concelho, três ritmos é uma atividade cultural para imortalizar o fundador do Bulimundo, assumindo a sua centralidade na identificação musical de Santiago”, observa o autarca, para lembrar que está a trabalhar para trazer os restos mortais do músico para Santa Cruz.

A Câmara Municipal trabalhou o covato de Nha Nasia Gomi, Antão Barreto e Sema Lopi e pretende tratar de transladação dos restos mortais de Katxás para Santa Cruz. “Estamos a falar de um projeto sonhado, pensado e implementado pela nossa Câmara, sendo certo que a nível do país esta ainda é a primeira iniciativa do género num município."

O edil Santa-cruzense garante que essa ideia é do conhecimento de muita gente  e cuja concretização continua a ser seu sonho pessoal. “Não é por acaso que o próprio cemitério de Santa Cruz está em obras de ampliação e qualificação, por forma a ganhar mais dignidade e inserir no circuito turístico para promoção da cultura e das figuras maiores do concelho”.

Carlos Alberto Silva explica que quando se levantou o busto de Katxás no largo em frente à casa dos seus pais, o espaço ganhou de imediato o nome de largo Katxás. Com a construção da praça, a Câmara Municipal entendeu mudar o busto para a praça, e esta passou a ser chamada praça Katxás. Em 2013, por ocasião da aprovação do Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia, a Assembleia Municipal ratificou esse nome, passando assim a ser oficialmente praça Katxás e não largo ou rua como as pessoas tinham por hábito de chamar.

O edil Santa-Cruzense adianta ainda que o regulamento municipal de toponímia e numeração de polícia de Santa Cruz foi publicado no Boletim Oficial desde 2015.

O mesmo acrescenta que, na Assembleia Municipal, existem atas de todas as reuniões feitas desde 2013, altura em que várias ruas receberam nomes. Neste momento, com a implementação de topónimos e numeração, o programa vai continuar a atribuir nomes às ruas da cidade, como bem como numeração de portas.



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