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Por: Carlos Fortes Lopes

Carlos F. Lopes 

A economia Azul e os seus benefícios são impressionantes. Contudo, na minha visão, suportada pelos resultados das minhas pesquisas, vejo potencialidades várias tanto no sector da economia Azul como no sector da economia Verde. Até porque acho que o nosso país tem condições para se desenvolver práticas ambiciosas, simultaneamente, nos dois domínios. Se os promotores analisarem bem as condições atmosféricas do país e a sua situação geográfica, terão uma oportunidade singular de ter um pacote aliciante para o bem-estar do país.

Ora, como é lógico, sendo ilhas com várias baias, existe aí uma grande potencialidade de exploração da energia Eólica, solicitando o apoio material e profissional de países avançados nessas práticas. Execução das obras por técnicos desses países. Nada de dinheiro para os políticos mamarem.

Suponho que todos temos um objectivo comum. Fazer de tudo para um Cabo Verde melhor. Para que isso venha a ser uma realidade, os Detentores de Cargos Políticos terão que mudar de atitude e passarem a dar mais atenção às necessidades do povo consumidor e respeitar o conteúdo da constituição da república de Cabo Verde.

Há que criar condições para a especialização da juventude estudantil e outras, para que a nossa economia financeira alcance a escala de auto-suficiência. A instalação de unidades produtoras de energias verdes aumentará a produção no sector da economia Azul e demais sectores industriais como a agricultura e a agro-pecuária que por sua vez aumentarão a oferta turística no país.

Temos ao nosso dispor uma grande oportunidade industrial e as universidades nacionais decerto que terão outra visão para os seus currículos. O Governo precisa mudar de paradigma e passar a criar incentivos para os jovens (futuro do país) passarem a ver outras indústrias como profissões elegantes e meritórios do seu investimento pessoal.

Há que saber gerir a nossa juventude de forma positiva.

As energias eólicas e solares devem ser encaradas com atitudes inovadoras, de forma a aproveitarmos da infinidade de fontes de renda ao longo do nosso processo produtivo, mantendo em check os riscos para que haja controlo e uma redução significativa dos custos emergentes.

Os técnicos destacados para este sector terão ainda a responsabilidade de avaliar, periodicamente, o subproduto e eliminar o desperdício caso os resultados das avaliações assim exigirem.

Somos também obrigados a acompanhar a nossa evolução produtiva e criar oportunidades de exportação da nossa mão de obra qualificada.

Há que fazer um trabalho de incentivo forte para que os jovens passem a escolher cursos ligados à indústria energética.

Convém também evitar a atitude elitista de rejeição das economias Verde e Azul.

Pois ambos podem viajar no mesmo barco e alcançar o porto do destino ao mesmo tempo.

Sabe-se que a economia Azul é conhecida pela sua rejeição à economia Verde, nalguns continentes.

Mas, somos de opinião de que sendo o nosso país composto por ilhas temos a oportunidade única de unir as duas economias e evolui-las conjuntamente.

Já entramos numa encruzilhada onde somos obrigados a criar produtos ecológicos que respeitam o meio ambiente e que são acessíveis a todos os cidadãos do país.

Todos: empresários e consumidores, devem ter acesso às economias, Azul e Verde, de forma equitativa.

A Voz do Povo Sofredor

 



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