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Por: João Cardoso

João Cardoso1

I

É assim o mundo, é assim o tempo. Eu sou eu, fui educado assim, pior é não ser o que é. As incongruências e as bajulações causam-me náuseas. E não são iguais ao perder e ganhar ao mesmo tempo ou a-ven-tu-rar-se! Elas são para mim muito pior de quem não sabe dormir ou pior ainda é dormir sobre as duas orelhas e ter medo da sua própria sombra ou ser algo e logo depois, ser outra coisa qualquer. Só os surrealistas sabem pintá-las com pincéis de pedras para serem sinais subtis. Ó lucidez de Ludwing Wittgenstein que “o enigma de que a estética pretende decifração não é resolúvel”. Bravo!

II

Nesse mundo, é preciso, saber dançar com as palavras como se elas fossem “damas traídas” ou como as nossas armas de fogo. Hoje, os nossos olhos não veem como a idade dos nossos avôs, a nossa pele não sente como antes. O fenómeno de volatilizar-se… asfixia-nos por que aquilo que muda é aquilo que passa um caminho e faz uma longa viagem. Repito uma longa viagem. Acreditar-me-ei que a única coisa certa, além das mortes, é o meu esquecimento ajustado ao meu profundo silêncio que faz parte dos homens que têm apenas um só objetivo sobreviver perante uma tragédia. Sem chorar!

III

Agora? Agora, estou a pensar se a Minh ’alma cabe por inteiro dentro da minha mão esquerda a arder. Ahahahahah! Estou a pensar se na vida todas as faltas são faltas de amor. E recuso-me gostar de pensar, em mim, como alguém que faz pensar.

IV

Não, não é o Senhor é que paga!

 

 

 



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