Pub

Rui Semedo

O líder do Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Rui Semedo, disse esta quinta-feira, 23 de janeiro, no parlamento, que “a situação da segurança tem dado sinais de ‘stress’ e de perda de controlo”.

Numa declaração política, Rui Semedo considerou que isso acontece, “apesar de todos os investimentos anunciados, do ‘acarinhado’ programa Cidade Segura, das motivações decretadas e das garantias do Governo em como a situação se encontra sob controlo e que os casos seriam todos esclarecidos”.

“Durante a quadra festiva, a nossa cidade foi invadida por uma onda desmedida de assaltos às pessoas, nas ruas ou nas residências, apavorando a cidade e os cidadãos”, disse Rui Semedo, que enumerou vários casos acontecidos na cidade da Praia, durante o período festivo, que “semearam o pânico e o medo” e contribuíram “para a construção da ideia de que as ruas constituem espaços de risco”.

Rui Semedo citou casos ocorridos na cidade capital e manifestou a vontade de que “as autoridades não tirem da agenda das investigações esses casos graves que marcam e continuam a marcar a vida das pessoas e das famílias”.

O deputado adiantou não se conformar com a morte de dois agentes policiais “em situações muito nebulosas”.

Segundo o líder parlamentar do PAICV, esses casos “deixam no ar a ideia de que a criminalidade organizada poderá ter infiltrado nas instituições e que a ousadia dos criminosos aumentou de tom e que mesmo aqueles que nos deviam proteger se encontram vulneráveis e desprotegidos”.

Em resposta, a líder parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD – poder), Joana Rosa, acusou o PAICV de tentar tirar algum proveito político com a questão da segurança e de, por um lado, falar da insegurança e pretender defender a população cabo-verdiana e, por outro lado, defender os bandidos.

“A declaração política faz as duas coisas”, afirmou Joana Rosa, que disse querer saber “a quem, na verdade, o PAICV quer defender com esta intervenção”.

O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) disse entender que a segurança não é uma tarefa apenas das entidades com responsabilidade na matéria e apelou aos sujeitos parlamentares que tenham contenção “na abordagem desta problemática”.

Antes das questões gerais, os parlamentares nacionais analisaram um voto de pesar pela morte do jovem mosteirense Luís Giovani dos Santos Rodrigues, cuja aprovação deverá acontecer amanhã, 24.

Com Inforpress



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentar