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Manifestação Sindicatos Santiago

O porta voz dos sindicatos de Santiago exortou esta segunda-feira, 13 de janeiro, o Governo a “arrepiar caminhos e a aprender a ouvir melhor os trabalhadores”, frisando que, apesar das dificuldades e tentativas de impedimento, os objectivos delineados com a manifestação foram atingidos.

“Conseguimos realizar aquilo que pretendíamos, tivemos muitas dificuldades, desde logo o impedimento por parte da câmara, mas depois conseguimos ultrapassar todo investimento feito pelo Governo com vista a fazer fracassar esta manifestação, conseguimos realizar esta manifestação com êxito”, declarou o porta voz, Aníbal Borges.

Segundo Aníbal Borges que é também presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF), esta manifestação foi convocada a nível nacional e teve como objectivo principal protestar contra o “incumprimento do Governo” para com a classe laboral”.

Neste momento, prosseguiu, os sindicatos estão a exigir um conjunto de reivindicações destacando, a reposição do poder de compra dos trabalhadores, adiantado que desde 2011 os mesmos não foram beneficiados com aumento salarial.

“Desde 2011 não tem havido ajustamento salarial, este ano houve apenas 2,2%.  Para um universo de vinte e tal mil funcionários, este aumento cobriu apenas mil e tal isso é injusto, consideramos que o Governo não está a cumprir com a sua palavra, consta do programa do Governo a actualização salarial anual, mas isso não tem sido cumprido”, referiu.

Exortou, neste sentido o executivo a arrepiar caminhos e a aprender a ouvir melhor os trabalhadores, acrescentando, por outro lado, que a felicidade prometida pelo executivo não está a ter impactos na vida dos trabalhadores cabo-verdianos.

Instado a comentar se a desunião registada entre os sindicatos e a central sindical, União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), que por sua vez, organizou uma manifestação no dia 11, sábado, pelos mesmos motivos, não está a prejudicar a luta dos trabalhadores, disse que a “responsabilidade da divisão e fragmentação dos trabalhadores é da líder da UNTC-CS e não do grupo dos 13 sindicatos”.

“Deveríamos estar todos juntos, mas como sabe marcamos essa manifestação muito antes da líder, que inclusive mandou alguém vir falar connosco que era para adiarmos a nossa manifestação para o dia 11. Foi ela que promoveu essa divisão e sobre a adesão da manifestação do dia 11, agora, ela deve fazer as respectivas análises, tirar as conclusões e arrepiar caminhos porque o caminho da divisão e fragmentação não nos leva a parte alguma”, asseverou.

Apelou, por outro lado aos trabalhadores para não desanimarem e que continuem a reivindicar os seus direitos, ajuntando que os sindicatos de Santiago vão continuar a defende-los e a fazer de tudo que estiver ao seu alcance e obrigar o Governo a honrar os seus compromissos.

A UNTC-CS convocou a sua manifestação no passado sábado 11 e hoje 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, os sindicatos de Santiago promoveram uma manifestação também a nível nacional, que contou com a participação de três sindicatos.

De referir que, ambas as manifestações tiveram como bandeira a não actualização salarial e a perda do poder de compra por parte dos trabalhadores.

Com Inforpress



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