
Masoud Pezeshkian reitera compromisso com a paz na região, mas adverte: 'defenderemos nosso país' caso ocorram agressões.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reafirmou a posição de sua nação contra a agressão de Washington e Tel Aviv, reiterando que não haverá rendição e defendendo a dignidade, moral e soberania do povo iraniano.
Em vídeo divulgado neste sábado (07/03), Pezeshkian afirmou que o Irã permanece totalmente comprometido com a paz duradoura na região, ressaltando que esse objetivo não diminuirá a defesa do país.
Em sua declaração, o presidente iraniano respondeu às recentes iniciativas de mediação de outros atores internacionais e regionais, em um contexto no qual diversas potências buscam reduzir as tensões, mas no qual Teerã mantém linhas vermelhas claras.
“Alguns países iniciaram esforços de mediação. Nossa resposta a eles é clara: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não temos dúvidas, nem hesitação, em defender a honra e a autoridade do nosso país. Os alvos apropriados desses esforços de mediação devem ser aqueles que, ao subestimarem o povo iraniano, incendeiam a região”, disse o presidente.
Com essas palavras, Pezeshkian afirmou que o Irã continuará a salvaguardar seu orgulho nacional com força e determinação, dentro de uma estrutura que ele próprio descreve como defensiva contra atos que, em sua opinião, buscam desestabilizar a região.
Ao mesmo tempo, o próprio Pezeshkian explicou que Washington poderia tentar impor condições que, em sua opinião, contradizem a dignidade e a soberania iranianas. Ele afirmou que as exigências de rendição incondicional não serão aceitas e que os inimigos do Irã “levarão para o túmulo seus sonhos de nossa rendição incondicional”.
Não haverá ataques a nações vizinhas sob uma condição
Seguindo essa linha, o Conselho de Liderança Temporária do Irã anunciou que nenhuma medida ofensiva seria tomada contra os países vizinhos. O presidente Pezeshkian afirmou que, a menos que o Irã seja atacado por seus vizinhos, não haverá ataques ou lançamentos de mísseis contra eles.
“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques contra países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que ocorra um ataque contra o Irã por parte desses países”, declarou o presidente.
Ao mesmo tempo, ele pediu desculpas aos países vizinhos, afirmando que Teerã “não tem intenção de agressão” contra eles, reafirmando que eles só receberão gestos recíprocos se houver tentativas, a partir de seus territórios, de violar a soberania iraniana.
Pezeshkian insistiu que o Irã continuaria a salvaguardar seu prestígio nacional com força e determinação, mas sempre dentro da estrutura de busca pela paz na região.
Irã espera ajuda da Rússia
Teerã espera que a Rússia utilize suas capacidades internacionais para apoiar os direitos do povo iraniano diante da agressão militar dos EUA e de Israel, afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Em uma conversa telefônica na noite de sexta-feira (06/02), o presidente Pezeshkian e seu homólogo russo, Vladimir Putin, discutiram os últimos desdobramentos regionais após a guerra de agressão imposta pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o Irã.
Pezeshkian descreveu o assassinato do líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, como um ato contrário a todas as normas legais e regulamentações internacionais. Ele enfatizou que os opressores buscam impor sua vontade às nações por meio de atos de poder cegos e desesperados.
No entanto, acrescentou, que a presença maciça e heroica do povo iraniano em apoio ao seu sistema e país demonstrou que tais agressões apenas fortalecem a determinação da nação em defender sua soberania.
Pezeshkian enfatizou que o Irã espera que a Rússia utilize suas capacidades internacionais para apoiar os direitos legítimos do povo iraniano diante dessas agressões.
Vladimir Putin, por sua vez, expressou suas condolências pelo martírio do Aiatolá Khamenei e transmitiu sua profunda solidariedade ao governo e ao povo iranianos. Ele destacou suas comunicações contínuas com os líderes dos Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo, ressaltando a necessidade de estabilidade regional.
Os dois presidentes também concordaram que a coordenação entre Teerã e Moscou continuaria vigorosamente por meio de diversos canais diplomáticos e de segurança.
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