
Indiciado pela prática dos crimes de instigação pública ao crime, de formação de quadrilha e de porte ilegal de arma, o tribunal de São Vicente aplicou ao ex-candidato a presidente da República as medidas de coação de interdição de saída do país, proibição de contacto e suspensão do direito de proferir discursos do mesmo teor da recente entrevista concedida à TCV.
Detido na última sexta-feira, 27, em Santo Antão, Gilson Alves foi ontem ouvido no Tribunal Judicial da Comarca de São Vicente que lhe aplicou as medidas de coação de interdição de saída do país, proibição de contacto e suspensão do direito de proferir discursos do mesmo teor da recente entrevista concedida à Televisão de Cabo Verde (TCV) em 16 de fevereiro (na foto).
Na ocasião, a peça emitida no Jornal da Noite da TCV provocou uma onde de indignação no país, principalmente através das redes sociais, gerando mesmo a abertura de um processo de averiguação ao canal público de televisão para apurar eventuais responsabilidades “no âmbito do cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis ao exercício da atividade de comunicação social”.
Na entrevista, onde anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais deste ano, Gilson Alves apelou à desordem e à instigação da prática de crimes, aparecendo com mais três indivíduos embuçados e ostentando armas brancas, defendendo que, caso fosse eleito, seria um presidente autoritário, ao mesmo tempo que faziam a saudação nazi-fascista.
O médico, que já havia sido candidato nas eleições de 2021, fez na peça da TCV a apologia e instigação a crimes de violência contra pessoas (incluindo de homicídio), de atentado ao Estado de direito democrático e de ameaça a órgãos de soberania, o que deu origem a um auto de instrução aberto na Procuradoria Geral da República.
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